Porto Velho (RO) domingo, 16 de junho de 2019
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RO. na operação saúva da PF


A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 11, com apoio da Receita Federal e do Exército Brasileiro, a Operação Saúva para desarticular uma organização criminosa formada por empresários do ramo de distribuição de gêneros alimentícios, que fraudava licitações em diversos órgãos municipais, estaduais e federais. O esquema criminoso acontecia com a participação de servidores públicos civis e militares.

A organização era comandada por C.S.C., que usava nome falso para constituir empresas e ocultar boa parte do patrimônio obtido de forma ilícita. Procedimento idêntico foi adotado pelos seus pais. Ele e seus familiares possuem mais de 20 empresas, que em sua maioria estão registradas em nome de "laranjas" e outras em nome de uma "família fictícia". A organização contava também com uma vasta rede de servidores públicos do Governo do Estado do Amazonas, secretarias de estado e membros do exército.

A quadrilha e seus comparsas usavam empresas para fraudar processos em vários órgãos notadamente no 12º Batalhão de Suprimentos. Eles influenciavam nas confecções da Nota de Autorização de Despesa – NAD e dos editais; indicavam as empresas que deveriam participar da licitação; afastavam possíveis licitantes mediante pagamentos em dinheiro; apresentavam propostas com preços superfaturados; entregavam produtos fora das especificações do edital ou estragados, simulavam entregas de produtos; e se articulavam junto a servidores públicos, visando as liberações dos pagamentos, mediante oferecimento de vantagens indevidas.

Desde o início das investigações, em março de 2005, a Justiça Federal do Amazonas e o Ministério Público Federal acompanharam as diligências da Polícia Federal. A partir de então os processos fraudados somaram um montante de mais de 126 milhões de reais, sendo 100% das licitações fraudadas.

Cerca de 250 policiais federais cumprem mandados de prisão, e 64 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal do Amazonas, nos Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Rondônia e no Distrito Federal.

Os presos serão indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema de informações, peculato, corrupção passiva, advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crimes contra relações de consumo e improbidade administrativa.

A operação recebe o nome de Saúva porque em uma colônia de formigas há apenas uma rainha e se ela for eliminada a colônia se extingue. O objetivo é acabar com mais essa "colônia" do crime organizado no Amazonas e impedir que outras possam surgir na região.

 

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