Porto Velho (RO) sexta-feira, 17 de agosto de 2018
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PT distribuiu material de propaganda do governo, diz 'Veja'


Adriana Vasconcelos - Raquel Miura - Agência O GloboBRASÍLIA e CASCAVEL (CE) - A oposição vai cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicações sobre a denúncia, publicada na edição da revista "Veja" desta semana, que está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de que a Secretaria de Comunicação de Governo (Secom) repassou para o PT a distribuição de material de propaganda do governo. O candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, disse que Lula tem uma "obsessão por poder a qualquer custo".- O Lula fala muita bobagem, mas agora ele deveria explicar mais um escândalo de corrupção que mostra a promiscuidade entre o PT e o governo. Consigo identificar pelo menos dois crimes. O primeiro é a não prestação de contas do dinheiro público ao TCU. Como não conseguiram explicar para onde foi o dinheiro, admitiram um segundo crime: a ida do dinheiro para o partido político - disse Alckmin, que está em campanha no Ceará.O senador Tasso Jereissati (PSDB) considerou a denúncia gravíssima e chegou a falar em impeachment. Segundo ele, o caso deve ser investigado pelo Senado:- O estoque das bobagens que Lula fala não é maior do que o estoque de corrupção. Isso é uma coisa horripilante. Esse pessoal era para estar na cadeia. De duas uma, ou esse dinheiro foi roubado vergonhosamente ou foi para o partido para fazer propaganda do governo. Tem que ter cadeia ou o Brasil virou uma desordem total. Devemos investigar isso no Senado, no Congresso. É caso de impeachment se não for esclarecido - disse Tasso, que participou de corpo-a-corpo junto com Alckmin no interior do Ceará.Alckmin foi mais cauteloso em sua avaliação: - É mais uma denúncia de corrupção. O que se vê é que não são casos isolados. Há um obsessão pelo poder. O poder a qualquer custo. É um governo a serviço do interesse privado.Segundo a "Veja", quase dois milhões de encartes e revistas encomendados pela Secom no ano passado foram enviados ao PT. O governo teria explicado ao TCU que o partido "estaria prestando um favor ao Estado ao se encarregar da distribuição dos encartes e revistas, poupando o Tesouro de um gasto extra".O presidente do PT, Ricardo Berzoini, também não vê ilegalidade na distribuição de panfletos institucionais do governo pelo PT. Berzoini confirmou que, no ano passado, o governo solicitou ao partido que fizesse, gratuitamente, a distribuição de cartilhas produzidas pela Secom, para reduzir custos. De acordo com a reportagem da "Veja", o relator do processo no TCU, ministro Ubiratan Aguiar, avalia que houve, no mínimo, uma inadmissível confusão entre governo e partido.Berzoini, que na época era ministro do Trabalho, disse que o PT atendeu a um pedido da Secretaria de Comunicação e que na visão dele não há problemas nisso:- Não há ilegalidade na distribuição pelo PT porque não se tratava de propaganda partidária. Era material institucional, de interesse público. Haveria problema se fosse propaganda que beneficiasse o PT. O objetivo era reduzir custos e o governo poderia procurar qualquer partido, qualquer entidade que tivesse canais de distribuição, como o PT tem.Berzoini disse que o PT encaminhou as justificativas para o TCU, mas questionou a relatoria do processo.- Só gostaria de lembrar que o relator (Ubiratan Aguiar) foi deputado pelo PSDB e portanto considero que o melhor seria destinar esse caso para outro, para que não paire dúvidas a respeito de decisões políticas na investigação - afirmou Berzoini.

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