Terça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Programa de Aids do governo reconhece risco em sangue doado por homossexual


Evandro Eboli - Agência O Globo BRASÍLIA - Em nota técnica, o Programa Nacional de Aids (DST-Aids) do Ministério da Saúde reconhece que há risco no sangue doado por homossexuais. A nota é uma interpretação de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2004, que apontava que havia risco acrescido no sangue doado por homossexuais. A nota afirma que a inabilitação para doação "não se aplica apenas a gays e outros homens que fazem sexo com homens, mas toda e qualquer população que, comprovadamente, encontre-se em situação de risco acrescido de transmissão de determinadas doenças através do sangue, nos doze meses anteriores à doação". Para o Ministério da Saúde, não se trata de uma questão de homofobia. Segundo a nota, assinada pela diretora do Programa Nacional de Aids, Mariângela Simão, o governo é contra qualquer tipo de preconceito e discriminação. Ela diz que os critérios têm como objetivo identificar a exposição a práticas de maior risco na transmissão de algumas doenças, que podem comprometer a qualidade do sangue. No entanto, o programa de Aids demonstra preocupação com a triagem que vem sendo feita em alguns hemocentros, que leva em conta a orientação sexual do doador. O Ministério da Saúde sugere à Anvisa que essa triagem seja feita com base na situação de risco acrescido, e não pela opção sexual do doador. Mariângela afirma, na nota, que é necessário uma padronização dessa triagem em todo o país. Do contrário, segundo a diretora, ela acaba favorecendo o surgimento de atitudes preconceituosas e discriminatórias. A nota encerra afirmando que "a questão deve ser analisada do ponto de vista de política pública de saúde, com o objetivo de garantir às pessoas a qualidade do sangue ofertado. A meta da regra da Anvisa é minimizar esse risco, com objetivo de um bem coletivo maior: a saúde da população". Os movimentos que atuam na defesa dos direitos dos homossexuais haviam se posicionado contra a resolução da Anvisa por entenderem que ela era discriminatória. A resolução chegou a ser suspensa por determinação da Justiça Federal do Piauí, mas depois foi restaurada em outra decisão judicial e as entrevistas com os doares voltaram ser feitas.

Gente de OpiniãoTerça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

Os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovaram, nesta quinta-feira (26), a

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

Maurício Carvalho defende isenção do imposto de renda para professores em audiência pública na Câmara

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater o Projeto de Lei 165/2022, que prop

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia tem nova diretoria.

Nesta quinta-feira, (07/09) o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Rondônia  - (SINSEMPRO) realizou Eleições  para a escolha da nova d

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

Retomada do diálogo sobre a pavimentação da BR-319 é uma boa notícia ao setor produtivo, diz presidente da Fecomércio

O presidente da Fecomércio-RO e Vice-Presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho, se manifestou nesta quarta-feira 16.07 sobre a retomada das discussõe

Gente de Opinião Terça-feira, 10 de março de 2026 | Porto Velho (RO)