Quinta-feira, 30 de maio de 2024 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política - Nacional

População mais pobre ampliou consumo em 11% no 1º governo Lula


Agência O Globo RIO - As classes D e E (com rendimento médio mensal de até quatro salários mínimos, ou R$ 1.400 mensais) consumiram 11% mais nos quatro anos do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse período, os gastos dessas famílias com não-duráveis ainda cresceu 35%. É o que revela o estudo "Consumo na Era Lula", divulgado pelo LatinPanel, instituto de pesquisa ligado ao Ibope. Em 2006, ano eleitoral, 2,15 milhões de famílias de baixa renda migraram para a classe C, segundo o levantamento. A pesquisa aponta ainda que, em 2005, 44% das famílias pesquisadas pertenciam às classes D e E. Em 2006, o percentual caiu para 39% dos domicílios pesquisados. Ao mesmo tempo que confirma o avanço do consumo popular nos últimos anos, porém, a pesquisa traz um alerta: o fôlego dessa expansão pode estar no fim. Depois de crescer durante três anos seguidos, o volume médio de consumo dos brasileiros e o acesso a novos produtos parou de crescer este ano. - Em não havendo mais melhoria de renda, não há perspectiva para a expansão do consumo no próximo ano - disse a diretora geral da unidade brasileira da LatinPanel, Ana Cláudia Fioratti, que apontou o elevado endividamento como um dos fatores que freiam o consumo. A pesquisa foi realizada com 8.200 famílias brasileiras entre janeiro de 2003 e agosto de 2006. Foram medidos, semanalmente, quantos itens - entre alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal e de limpeza - elas poderiam comprar dos 70 pré-selecionados pelo instituto. Nos quatro anos do governo Lula, as classes D e E tiveram o maior crescimento no volume de consumo: 11% de expansão, contra 8% na classe C, que tem rendimento médio de quatro a dez salários mínimos. O crescimento na classe AB, com rendimentos acima de dez salários mínimos, foi de 5%. Levando em conta todas as classes, o gasto médio das famílias com as cestas avaliadas aumentou 31%, e o volume médio consumido cresceu 5% nos últimos quatro anos. Consumo mais sofisticado. E mais supérfluos O estudo também mostra que as famílias brasileiras de baixa renda ampliaram ao longo do primeiro mandato de Lula o consumo de produtos supérfluos e de conveniência, ou seja,, houve uma sofisticação da cesta de compras da baixa renda. Passaram a integrar a cesta padrão das classes D e E sucos em pó, massas instantâneas, caldos para tempero, esponjas sintéticas, extrato de tomate, salgadinhos, leite longa vida e maionese. Houve também uma migração na compra de marcas líderes: 48% delas perderam a participação no consumo da classe baixa. Os supermercados também perderam espaço para pequenos vendedores. De acordo com o levantamento, 54% do gasto das classes D e E acontece fora do supermercado, em pequenas lojas de vizinhança. Porém, 60% dos gastos da classe C e 70% da classe AB continuam sendo realizados nos supermercados. De acordo com o estudo, a despesa das famílias de baixa renda com a cesta de compras se concentra nos dez primeiros dias do mês, reflexo do pagamento dos benefícios do governo, como o Bolsa-Família, e inclui diversas visitas aos pontos-de-venda, já que a maioria delas sobrevive do trabalho informal e não tem poder de compra para adquirir muitos produtos de uma só vez. - A importância da classe C na população sai de 33% para 37% - disse Margareth Utimura, coordenadora do estudo e diretora comercial do instituto. O consumo de produtos práticos (prontos para consumo/uso) na cesta de alimentação é outro indicador que mostra o novo perfil de consumo da Classe D e E . Em 2002, dos gastos com alimentos, 24% eram destinados a este tipo de produto. Em 2006, saltou para 28%. O consumo de produtos tidos como não básicos também sofreu expansão. Os gastos, nesse caso, subiram de 29%, em 2001, para 33%, em 2006. Hoje, segundo a LatinPanel, 24% dos domicílios brasileiros pertencem à classe AB, 37% à C, e 39% à DE. No final do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, essa distribuição era de 24% (AB), 31% (C) e 42% (DE). As famílias que permaneceram na classe DE, entretanto, estão longe de ter todas as necessidades atendidas. Segundo o estudo, se conseguissem melhorar um pouco mais a renda, 29% dessas famílias disseram que reformariam suas casas, e 23% que iriam às compras, com as seguintes prioridades: 64% comprariam um imóvel, 33% eletroeletrônicos, e 29% gastariam mais com alimentos. - Isso significa que apesar de ter melhorado o padrão de alimentação, esse segmento de consumidores ainda tem necessidades básicas e gostaria de comer ainda melhor - disse Utimura. Segundo o levantamento da LatinPanel, a força do consumo popular está fortemente concentrada no Norte/Nordeste, onde cerca de 66% da população é das classes D e E. A segunda maior população de baixa renda está no Centro Oeste (47%). Em seguida, vêm as regiões Leste (Minas Gerais, interior do estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo), Grande Rio, Sul, Interior de São Paulo e Grande São Paulo.

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 30 de maio de 2024 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

STF tem maioria para determinar recálculo de cadeiras na Câmara dos Deputados

STF tem maioria para determinar recálculo de cadeiras na Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (25) maioria de votos para determinar que a Câmara dos Deputados faça a redistribuição do

Governo Federal se compromete a incluir plano de carreira da ANM na LOA 2024

Governo Federal se compromete a incluir plano de carreira da ANM na LOA 2024

O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (SInagências) conseguiu uma solução direta do governo após intensa articulaç

Deputado estadual Pedro Fernandes será o relator da CPI das Reservas em Rondônia

Deputado estadual Pedro Fernandes será o relator da CPI das Reservas em Rondônia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Reservas foi instaurada em Rondônia para investigar possíveis irregularidades nos processos de criação

Ministro Paulo Pimenta trata sobre parceria entre Rede IFES de Comunicação Pública, Educativa e de Divulgação científica com a EBC e o Governo Federal

Ministro Paulo Pimenta trata sobre parceria entre Rede IFES de Comunicação Pública, Educativa e de Divulgação científica com a EBC e o Governo Federal

Na tarde dessa segunda-feira (06), o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Paulo Pimenta, esteve r

Gente de Opinião Quinta-feira, 30 de maio de 2024 | Porto Velho (RO)