Porto Velho (RO) sábado, 18 de agosto de 2018
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Política - Nacional

Policiais federais cobram cumprimento de acordo firmado pelo governo


Agência O Globo BRASÍLIA - Policiais federais podem paralisar suas atividades, caso o governo federal não cumpra o acordo negociado pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em fevereiro de 2006, e não pague a segunda parcela do reajuste salarial à época combinada.Além de estarem em estado de greve desde o último dia 15 de fevereiro, os policiais já planejam uma paralisação para o próximo dia 28.Nesta quinta, representantes dos cerca de nove mil policiais distribuídos por cinco categorias (delegados, peritos, agentes, escrivães e papiloscopistas) se reuniram em Brasília, onde pretendiam ser recebidos por Thomaz Bastos.Como o ministro estava em Maceió (AL), os manifestantes fizeram um rápido ato público, expondo, diante do edifício do Ministério da Justiça, cartazes nos quais pediam o cumprimento do acordo.- Não vamos fazer greve agora. Esse não é o nosso intuito, mas vamos permanecer mobilizados - disse o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres.Segundo os policiais, o acordo previa um reajuste salarial de 60%, dividido em duas parcelas iguais. A primeira delas foi paga em julho de 2006.A segunda, alegam os policiais, deveria ter sido paga em dezembro do mesmo ano, mas até agora não houve nenhuma resposta.A reposição negociada buscava diminuir a desigualdade salarial entre a Polícia Federal, o Ministério Público e a Magistratura Federal.Em nota, a ADPF afirma que, enquanto as outras carreiras tiveram reajustes que variaram entre 130% e 311%, os policiais federais receberam, nos últimos 12 anos, uma recomposição pouco acima de 40%.Ao cobrar uma audiência com um representante do governo, o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Octávio Brandão, afirmou estar esperançoso de que o futuro ministro, Tarso Genro, resolva o problema sem a necessidade de novas manifestações por parte dos policiais.Ele lembrou que, apesar de não estipular um prazo limite para o governo cumprir o acordo, a categoria permanece em estado de greve.

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