Porto Velho (RO) quarta-feira, 14 de novembro de 2018
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Política - Nacional

PFL vai fazer oposição independente do PSDB, diz vice-líder do PT na Câmara


Agência O Globo RIO - O PFL deve exercer no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um comportamento de oposição mais duro que o do PSDB, na avaliação do vice-líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE). Para ele, a última eleição marcou um distanciamento entre o PFL e o PSDB, partidos de oposição ao governo federal. - Conversei com alguns líderes do PFL e sinto que eles percebem que é chegada a hora de o PFL ter um pouco mais de autonomia nas suas diretrizes. Então, o PFL tende a ter uma posição mais crítica que o PSDB com relação ao governo Lula - disse em entrevista à Rádio Nacional.O parlamentar acrescentou que o segundo turno permitiu o aprofundamento do debate político no país e a nação percebeu que o candidato Lula apresentou um projeto de crescimento com distribuição de renda e investimento tanto em infra-estrutura como em políticas sociais.- Este foi o caminho que o povo brasileiro, bem instruído por um debate travado no segundo turno, optou claramente por esta direção e colocou em dificuldade aquele estilo de oposição que foi praticado pelos dois principais partidos de oposição, no período anterior à eleição, PFL e PSDB, que ficaram no samba de uma nota só e falharam em apresentar uma alternativa coerente ao país - afirmou.Na avaliação de Rands, os dois partidos não vão encontrar eco na sociedade para fazer uma oposição que não seja responsável. - A sociedade está querendo, o presidente está chamando e nós esperamos no Congresso um papel de oposição responsável, que não bloqueie mudanças fundamentais para que o Brasil acelere o seu crescimento - Entre essas mudanças, Rands destacou a aprovação definitiva da Lei Geral da Pequena Empresa, a reforma política e a mini reforma tributária, sinalizando para uma reforma tributária de mais fôlego:- A oposição pode muito bem cumprir o seu papel e ter a responsabilidade de votar matérias importantes como estas. Para o deputado, a nova composição do Congresso vai favorecer a criação de uma base de governabilidade no atual mandato. Ele destacou como exemplo a movimentação do PMDB. Segundo ele, os principais líderes do partido têm demonstrado otimismo na construção da unidade do partido que no primeiro governo Lula esteve sempre dividido.- Se o PMDB conseguir a unidade deixando de lado as feridas das eleições e olhando para o futuro do país, nós vamos poder construir uma base no Congresso bem mais sólida e estável do que a do período anterior - ressaltou.Quanto ao PT, o parlamentar defendeu uma revisão da vida interna do partido para que haja mais controles que possam evitar desvios isolados de integrantes.- A população espera do PT um rigor maior na conduta dos seus filiados e de seus dirigentes. Precisamos destensionar o equilíbrio de tendências internas que muitas vezes fica muito cristalizado, oxigenar a direção partidária com representantes, por exemplo, como o prefeito Fernando Pimentel, com pessoas com ampla representatividade na sociedade que tenham sido referenciadas pelo eleitorado com até responsabilidades institucionais - disse.Segundo Rands, isso vai fazer o partido se aproximar mais da sociedade e reforçar os laços com os movimentos sociais organizados. O parlamentar acrescentou que ficou "muito feliz" de ver o presidente Lula dizer que vai se empenhar mais no relacionamento pessoal com a base parlamentar do partido e um modo geral com o Congresso Nacional.- Vai ser algo muito positivo porque nós todos estamos constantemente aprendendo.

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