Porto Velho (RO) quarta-feira, 11 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

Período da Quaresma muda hábitos e mercado de consumo no país




Entre as penitências características, está não comer carne vermelha

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta, dia 25, a Campanha da Fraternidade 2009, com o tema Fraternidade e Segurança Pública. A campanha marca o início da Quaresma que, para os católicos significa um período de reflexão e penitência. Para a Igreja, o sacrifício não se restringe mais à abstinência de carne vermelha, mas em comunidades do interior, onde predomina o catolicismo, muitos fiéis ainda respeitam os hábitos  da quaresma, que fazem mudar também o mercado de consumo.
 
Dos símbolos da quaresma pouca coisa mudou na Igreja Católica nos últimos tempos. A cor roxa é sinal de luto e penitência. Até a páscoa ela vai ficar estampada em todas as instituições do mundo. Antigamente, era o preto, e a postura da Igreja em relação às práticas dos fiéis era outra: mais rigorosa, segundo o experiente Frei Ciríaco Tokarski. Fazer jejum e não comer carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Semana Santa era uma obrigação para os católicos. Era pecado não fazer como a igreja recomendava. Hoje, dá para substituir o sacrifício.
 
– Talvez para alguns seja difícil. Alguns, por exemplo, não gostam de peixe, crustáceos e coisas semelhantes. Então, eles podem usar outras coisas ou então, se deixam de fazer isso, mas substituem esse Jesus de carne ou de comer menos pela caridade para com os outros – disse o frei.
 
Mudou a postura da igreja assim como mudaram os hábitos também, principalmente nas grandes cidades e para as gerações mais jovens. Mas no interior, onde a religião está muito ligada à vida das pessoas de pequenas comunidades, os hábitos  da quaresma ainda são muito respeitados. E não só pelos mais velhos.
 
Na casa de Adélia Barbetta, na zona rural de Guaratinguetá, em São Paulo, todo mundo segue à risca o costume: jejum e abstinência de carne na quarta-feira de cinzas e em todas as sextas feiras até a Páscoa.
 
– Meus avós, minha mãe, meu pai, ensinaram a gente a respeitar Deus. Porque Deus sofreu e jejuou antes de morrer, se sacrificou por nós. Então a gente se sacrifica por ele também – justifica a dona-de-casa.
 
Os hábitos das famílias católicas nesta época fazem mudar também o mercado em algumas regiões. Em um estabelecimento do município de Lorena, há 20 quilômetros de Aparecida (SP), os pescados vão ficar em destaque nos próximos 40 dias. A venda destes produtos aumenta em até 70%, segundo gerente Wilson dos Santos. Mas a venda no açougue cai em 20%.
 
– Você acaba perdendo na carne, mas outros produtos da época acabam compensando essa perda – garante ele.
 
Uma perda que, como diz o Frei Ciríaco, pra muita gente não chega a ser nenhum sacrifício:
 
– Tem uns que comem muita carne. Porque tem bastante dinheiro. E pra outros é muito raro.

Neste caso, lembra o freio, distribuir um pouco já é uma penitência

Fonte: Canal Rual / Sebastião Garcia

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