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Política - Nacional

Operação contra extração de madeira prende índios no Xingu


Anselmo Carvalho Pinto - Agência O Globo CUIABÁ - A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira 31 pessoas acusadas de extração ilegal de madeira em área indígena e crimes contra administração pública. Ao todo, o juiz federal Julier Sebastião da Silva decretou a prisão de 47 pessoas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Paraná. Entre os detidos há funcionários públicos do Ibama, donos de fazendas em áreas indígenas, madeireiros, transportadores e até cinco lideranças indígenas da etnia trumai, que negociavam a madeira retirada do Parque Indígena do Xingu, no norte do Mato Grosso. De acordo com as investigações, a madeira extraída da reserva indígena (cerca de 40 mil metros cúbicos) e do seu entorno rendeu cerca de R$ 163 milhões nos últimos anos. A quantidade equivale a dois mil caminhões carregados. A Operação Mapinguari, realizada em conjunto com o Ibama, começou há cerca de 10 meses, depois que índios de outras etnias denunciaram a devastação de florestas. O Parque do Xingu tem 2,8 milhões de hectares, onde vivem 14 grupos indígenas. Segundo o sindicato dos servidores do Ibama, a greve no órgão não atrapalhou a operação. Segundo o procurador da República Mário Lúcio Avelar, autor dos pedidos de prisão, a exploração ilegal voltou a ganhar força em Mato Grosso há cerca de um ano, após encerrada uma série de operações da PF e do Ministério Público. - Tivemos uma queda vertiginosa na exploração logo após a Operação Curupira [2005]. Estamos assistindo agora à retomada deste processo desenfreado. Hoje você não vê nenhum madeireiro esperneando contra a política ambiental do estado - disse o procurador. De acordo com a PF, servidores públicos de órgãos ambientais estariam emitindo autorizações sobre áreas já desmatadas para poder legalizar a madeira retirada do parque. Há dez meses, os agentes investigam pessoas e empresas ligadas ao esquema em terras indígenas. A assessoria de imprensa do Ibama em Sinop informou que "planos de manejo serviam para esquentar a madeira recebida pelos fraudadores". Durante a investigação, equipes do Ibama visitaram pátios de madeireiras que recebiam a madeira ilegal. Em nota, o órgão informou que "mais de 15 empresas envolvidas tiveram seu fechamento decretado e foram lacradas". Segundo o Ibama, a operação teve coordenação e planejamento do órgão, e apoio do Ministério Público Federal com a participação de 37 servidores, dois aviões para monitoramento e 60 policiais federais.

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