Porto Velho (RO) sábado, 19 de janeiro de 2019
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Novo governo começa com Ministério velho


Agência O GloboBRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva toma posse com o Ministério velho, mas, mesmo depois da reforma prometida para o início de fevereiro, o primeiro escalão do governo não sofrerá mudanças fundamentais. Dos mais de 30 ministérios e secretarias nacionais, o presidente deve pôr apenas 12 na mesa de negociação com os partidos aliados que formam o governo de coalizão. E várias dessas pastas devem ficar com os atuais ministros e seus partidos. Novidades poderão ficar restritas a algumas da área econômica, como Agricultura e Desenvolvimento e Comércio Exterior.Assim que voltar de um período de dez dias de férias, em 15 de janeiro, Lula retoma as negociações com os presidentes dos partidos da coalizão. Até lá, a equipe palaciana estará completando um levantamento da atual participação dos aliados no governo. É a partir dessa radiografia que ele decidirá a presença deles no segundo mandato.- O presidente vai avaliar toda a estrutura de governo. Ele pediu um estudo sobre isso - confirmou Tarso Genro, das Relações Institucionais.Lula confidenciou que deseja ganhar tempo para fazer a reforma ministerial. Quer ter a noção exata do tamanho de cada partido e dos votos que vai poder contar no Congresso em cada legenda.- Como está havendo troca partidária de deputados, eu preciso saber o real tamanho de cada partido. Posso escolher hoje um ministro de um partido que em fevereiro pode ficar sem deputado - exagerou Lula em sua explicação.Os 12 ministérios que devem entrar na cota dos aliados são: Saúde, Cidades, Transportes, Integração Nacional, Previdência Social, Minas e Energia, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Comunicações, Esportes, Cultura e Turismo. Alguns ministros estão praticamente confirmados: Gilberto Gil (PV), na Cultura; Hélio Costa (PMDB), nas Comunicações, e Walfrido Mares Guia (PTB), no Turismo. Este último pode ir para o PSB.PT continuará a ter a maior cota de ministérios O mapa da reforma já está na cabeça de Lula, mas ele deve esperar a solução de alguns entraves políticos, como a disputa pela presidência da Câmara.- O Lula não deve fazer nada apressado. O primeiro passo foi cuidar do arranjo político no Congresso. Só agora ele vai cuidar do arranjo do governo - disse o governador Jorge Viana (PT-AC), cotado para a pasta das Relações Institucionais.Algumas pastas estão vetadas na negociação política. Lula decidiu manter em sua cota os ministérios palacianos (Casa Civil, Relações Institucionais e Secretaria Geral da Presidência), os da área econômica (Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento e Comércio Exterior e Banco Central), além das pastas técnicas como Educação, Justiça, Controladoria Geral da União e Relações Exteriores.A cota petista deve continuar a ser a maior, mas o partido não vai ampliar espaços perdidos no rastro das crises políticas, como a pasta da Saúde. O partido deve ficar com os ministérios do Desenvolvimento Social, Educação, Desenvolvimento Agrário, Trabalho e Meio Ambiente. O PMDB, maior aliado, deverá ficar com Cidades e Saúde ou Integração Nacional.

Mais Sobre Política - Nacional

HASTA LA VISTA, BAMBINO

HASTA LA VISTA, BAMBINO

Césare Battisti buscou a proteção de Evo Morales, seu aliado de esquerda.

Jair Bolsanaro assina decreto e  pessoas acima de 25 anos podem ter até 4 armas de fogo

Jair Bolsanaro assina decreto e pessoas acima de 25 anos podem ter até 4 armas de fogo

A partir do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro hoje (15), no Palácio do Planalto, cidadãos brasileiros com mais de 25 anos poderão compra

O filho de Hamilton Mourão e o irmão de José Alencar: dois casos exemplares

O filho de Hamilton Mourão e o irmão de José Alencar: dois casos exemplares

São casos exemplares que demonstram comportamentos opostos dos governos

Governo de Bolsanaro vai fazer pente fino em 2 milhões de benefícios do INSS

Governo de Bolsanaro vai fazer pente fino em 2 milhões de benefícios do INSS

O governo federal vai fazer uma auditoria em 2 milhões de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que têm indícios de irregul