Porto Velho (RO) domingo, 19 de agosto de 2018
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Michel Temer quer


Adauri Antunes Barbosa - Agência O GloboSÃO PAULO - O deputado Michel Temer (SP), presidente nacional do PMDB, disse neste domingo que o aumento de quase 100% dos salários dos deputados e senadores deve ser "reconversado" esta semana em Brasília, já que a medida não recebeu "uma palavra sequer" de apoio.- Este é um assunto para ser reconversado esta semana na Câmara e no Senado. A repercussão foi extremamente negativa, nós todos sabemos disso. Tenho observado pela imprensa que não houve uma palavra sequer de compreensão e de apoio - disse Temer, que participou pela manhã na eleição do novo diretório estadual do partido.O presidente do PMDB, que já foi presidente da Câmara dos Deputados em duas oportunidades, achou "razoável" que a a proposta de reajuste dos parlamentares siga os índices de inflação dos últimos quatro anos.- Seria uma coisa razoável. Acho que seria menos de 30%. Acho que deve haver um reconversação sobre esse assunto porque a repercussão foi muito negativa e isso não é bom nem para o Congresso Nacional e nem para o país. Nós temos que compreender isso e temos que propor uma fórmula que seja adequada.Diante do ceticismo de um repórter, que classificou a possibilidade de a decisão sobre o aumento ser mudada como fato inédito, Michel Temer reafirmou sua posição.- Mas o ineditismo também ocorre.O presidente do PMDB disse ainda que o partido fará uma reunião em Brasília na quarta-feira para decidir qual será a posição em relação a eleição do novo presidente da Câmara. Segundo ele, um deputado de Santa Catarina já se colocou como candidato.- Não sabemos ainda (se o partido terá candidato). Vamos decidir isso na quarta-feira próxima ainda.Não estou me colocando como candidato. Hoje há muitos (nomes) no PMDB. Nem quero nomear. Houve um deputado que me comunicou, o Edinho Bez, de Santa Catarina, diz que gostaria de ser candidato - disse.Michel Temer não quis arriscar uma opinião sobre as chances do atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ser reeleito com o apoio do presidente Lula.- Isso é difícil dizer. Tem o (Arlindo) Chinaglia que está saindo pelo PT, tem o Aldo. Acho que isso é uma coisa que se define às vezes no último dia. Fui presidente da Câmara duas vezes e me recordo que dois dias antes das eleições havia tantos embaraços políticos que poderiam até comprometer naquela época a minha eleição. Tem um mês e meio pela frente, é uma eternidade - disse.Segundo o presidente do PMDB, o partido já está atuando efetivamente na coalizão com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elaborando propostas, por exemplo, para a reforma tributária, enquanto aguarda a fase de execução do programa da aliança e a possibilidade de compor o ministério.- Veja que na aprovação que nós fizemos dos itens propostos para o país nós já designamos, por exemplo, o governador Germano Rigotto (RS) para cuidar da reforma tributária pelo PMDB, portanto para colaborar com o governo. Agora nesta última reunião do conselho político nós propusemos que em 45 dias os partidos políticos levem para debate no conselho e com o presidente da República os temas referentes à reforma política e às questões econômicas do país. Então, por enquanto a coalizão está se formando em torno de projetos, no que eu chamo de formulação, que é a primeira fase. A segunda fase é a fase da execução. Se no momento da execução o presidente da República entender que deve chamar pessoas do PMDB ele chamará - disse.Temer considerou que o nome do deputado Delfim Neto (PMDB-SP) tem "tradição" e é "respeitado" e, se for convocado por Lula para compor o ministério, será examinado.- Quando surgir o convite para qualquer membro do PMDB nós vamos examinar. É um nome respeitado. Creio que tem unidade. Não sei, acho que terá (unidade). O nome do deputado Delfim Neto é uma nome de tradição na área econômica, uma figura que tem dimensão nacional, de modo que se for chamado o PMDB vai examinar isso. É claro que as bancadas da Câmara e do Senado desejarão examinar os nomes apresentados e nós vamos democratizar a própria escolha, digamos assim, dos ministros.

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