Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de julho de 2020
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Madeireiras peruanas invadem território brasileiro...


Marcelo Piedrafita Iglesias

Conforme já haviam denunciado a Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ), a Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa) e a Associação Kaxinawá do Rio Breu (AKARIB), em manifesto tornado público em 5 de junho passado, neste blog e no site Amazônia, as ações das madeireiras peruanas, dentre elas a Forestal Venao SRL, prosseguem na fronteira com o Acre, aproveitando o início da estação seca.

Desta vez, o avanço dessa frente madeireira e a imensa destruição por ela causada foi novamente constatada por uma equipe do Ibama que, acompanhada de lideranças ashaninka, sobrevoou no dia 2 de julho o Alto Juruá, ao longo da fronteira internacional com o Peru.

A estrada ilegal que parte da localidade Puerto Itália, na beira do rio Ucayali, e que há três anos chegara às cabeceiras do rio Amônia, permitindo inclusive a invasão do território brasileiro pelos madeireiros, continua a ser aberta, com tratores, maquinario pesado e grande contingente de trabalhadores.

Atravessando terras de comunidades Ashaninka do lado peruano, os madeireiros avançam, agora, rumo à margem esquerda do rio Juruá. Aproveitando a abertura do largo ramal na floresta, imensas quantidades de toras de madeiras vêm sendo retiradas, sem respeito por qualquer norma de manejo, e empilhadas às margens da estrada para serem retiradas num futuro próximo.

No ano passado, durante um sobrevôo, uma equipe do Ibama já constatara, com o uso de GPS, que parte da estrada adentrara na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia e na Reserva Extrativista do Alto Juruá, em território brasileiro. No mais recente sobrevôo, o Ibama e as lideranças ashaninka tornaram a registrar o acelerado avanço da estrada rumo à fronteira, no trecho que coincide com a parte sul da Reserva Extrativista.

Novos danos vêm sendo causados à floresta, às caças e a vários igarapés e cursos d'água que correm para dentro do Brasil, pondo em risco a sobrevivência e a saúde do povo ashaninka e das populações tradicionais que vivem no lado acreano.

Por meio de carta tornada pública hoje, a Apiwtxa e as lideranças Ashaninka tornam a denunciar essa destruição causadas pela expansão das atividades realizadas por madeireiras peruanas nos últimos anos no Alto Juruá, solicitam apoio e ações urgentes dos governos federal e estadual e comunicam suas intenções de recorrer inclusive aos fóruns e cortes internacionais, para proteger seu território, a Reserva Extrativista, a biodiversidade da região e a própria soberania nacional.

Fonte: Blog Altino Machado

Mais Sobre Política - Nacional

Mariana Carvalho defende novas medidas aprovadas pelo Congresso no enfrentamento à Covid-19

Mariana Carvalho defende novas medidas aprovadas pelo Congresso no enfrentamento à Covid-19

A deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO) defendeu nesta quinta-feira (2) as medidas que estão sendo aprovadas pela Câmara e pelo Senado no

Relator revisor da MP 924 - Coronavírus, Dep Lucio Mosquini destaca liberação de 5 Bilhões para enfrentamento da crise na saúde

Relator revisor da MP 924 - Coronavírus, Dep Lucio Mosquini destaca liberação de 5 Bilhões para enfrentamento da crise na saúde

O deputado federal Lucio Mosquini é o relator revisor da MP 924/2020, conhecida como MP do Enfrentamento do coronavírus. O Senador Eduardo Gomes també

Deputados federais apresentam no STF pedido de impeachment do ministro Weintraub

Deputados federais apresentam no STF pedido de impeachment do ministro Weintraub

Rede Brasil Atual - Deputados da oposição anunciaram hoje (5) que vão apresentar denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Edu