Porto Velho (RO) quinta-feira, 9 de julho de 2020
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Política - Nacional

Lula já aceita nomear Marta Suplicy para o Ministério das Cidades


Agência O Globo BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a cogitar o nome de Marta Suplicy para o Ministério das Cidades. O posto, hoje ocupado pelo PP, é o principal objetivo tanto do PT como da ex-prefeita, desde que tiveram início as conversas de Lula com os partidos sobre a composição do ministério do segundo mandato. Nesta quinta-feira, o presidente recebe os dirigentes do PCdoB e do PSB, que vai reivindicar a manutenção dos ministérios da Integração Nacional, que iria para o PMDB, e da Ciência e Tecnologia na cota do partido. O encontro formal com o PT está previsto para o início da próxima semana, mas Lula e a cúpula petista vêm se entendendo em sigilo desde a comemoração dos 27 anos do PT, realizado há duas semanas, em Salvador. Nessas conversas, o PT manifestou a Lula o receio de perder espaço em relação ao ministério atual. O presidente, por outro lado, deixou claro que não estava satisfeito com as imposições públicas feitas pelo partido. Desde então, mudou o comportamento do PT. Na última reunião da comissão política do partido o presidente da sigla, Ricardo Berzoini, limitou-se a dizer que o PT apresentaria suas sugestões, mas que a decisão final sobre como e onde aproveitá-las caberia exclusivamente a Lula. Berzoini disse ainda que o PT não reivindicava o espaço de outros partidos. Nas conversas reservadas, o tom é outro. O PT avalia que perdeu ministérios-fim (com verbas para executar obras), não quer perder mais espaço e avaliza o nome de Marta Suplicy para o Ministério das Cidades. Lula, segundo uma ala do PT, não gostaria de chamar Marta para o governo, pois não conviveria bem com a idéia de um ministro forte e potencial candidato à sua sucessão fazendo " sombra " na Esplanada dos Ministérios, o que interlocutores do presidente da República no Palácio do Planalto negam com veemência. Por meio de amigos comuns, Lula fez chegar a Marta que ela seria ministra, no segundo mandato, desde que se dispusesse a ficar quatro anos. Havia a expectativa de que Marta recusasse a condição, por ser eventual candidata à Prefeitura de São Paulo, nas eleições de 2008. Marta, no entanto, concordou com a exigência. Lula, contrariado ou não, ficou sem ter como deixar de convidar a ex-prefeita. Faltava definir a Pasta. De início falou-se em Educação, que já está na cota do PT. Como ex-prefeita da maior cidade do país, Marta sempre pensou no ministério que já foi do PT (com Olívio Dutra) e passou para o PP quando Severino Cavalcanti se elegeu presidente da Câmara. O interesse de Marta pela área é antigo: foi ela quem indicou o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) no início do governo Lula - Jorge Mattoso, que caiu na esteira do escândalo da quebra do sigilo bancário de um caseiro. Recuperar Cidades também é o objetivo do PT. O ministério permite a seu titular uma ampla articulação com os prefeitos de todos os municípios brasileiros. Pode se tornar uma plataforma para um eventual candidato à sucessão de Lula, como, aliás, Marta é vista no PT. Além disso, o ministério deve ganhar mais visibilidade no segundo mandato de Lula, que pretende dar ênfase às regiões metropolitanas na execução dos programas sociais do governo. O problema para Lula, agora, é como desalojar o PP. Semana passada, os dirigentes do partido saíram de uma conversa com Lula convencidos de que Márcio Fortes continuaria no comando. O problema está na diferença entre as duas bancadas eleitas: o PT elegeu 83 deputados, enquanto o PP, pouco mais de 40. Uma das hipóteses é o PP levar a Agricultura, um pouco menor que Cidades, mas também uma Pasta forte. Na hipótese de Lula confirmar Marta em Cidades, o PT deve perder um dos pequenos ministérios que atualmente dispõe para outros partidos da coalizão, como o PDT. Assim, o partido mantém o espaço atual (15 ministérios ou secretarias com o mesmo status), mas passa a administrar um orçamento bem mais robusto. Nesse quadro, o PT manteria também o Ministério da Educação, com Fernando Haddad.

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