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Política - Nacional

Lula critica imunidade parlamentar que estaria 'protegendo a safadeza'


Ilimar Franco - Agência O Globo SALVADOR - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, defendeu neste sábado a reforma política, colocou em dúvida a capacidade de o Congresso realizá-la e criticou a imunidade parlamentar. Para o presidente a imunidade tal como é hoje estaria protegendo "a safadeza". - A coisa é tão absurda que um deputado ou um senador pode achincalhar o presidente da República, como eu fui achincalhado, e não posso abrir um processo porque eles têm imunidade. A imunidade é para proteger a classe política do arbítrio e não para proteger a safadeza - disse Lula, durante encontro com prefeitos baianos. O presidente disse que hoje há muita denúncia mas argumentou que a crise não é de um partido ou de uma pessoa, mas de uma estrutura e de um sistema político que é assim há muitos anos. Para superar os problemas do sistema Lula defendeu a realização de uma reforma política na qual o povo tivesse o direito de dizer como ele vai funcionar. Lula não chegou a defender a realização de uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política, como já propôs, mas colocou em dúvida a capacidade do Congresso de fazer as mudanças necessárias. - Tenho dúvida se o Congresso Nacional fará uma reforma política de verdade. Porque eles estarão legislarão em causa própria e poderão fazer muito arremedo em causa própria... Vamos deixar a sociedade brasileira discutir - afirmou Lula. Depois o presidente passou a fazer sugestões de mudanças. Ele perguntou por que um senador tem um mandato de oito anos e não de quatro anos como os deputados. Logo em seguida, indagou porque um deputado pode disputar no cargo um mandato de prefeito e um prefeito tem que renunciar para concorrer à Câmara . Lula também reclamou do funcionamento do Congresso, dizendo que 500 deputados votam e em seguida 80 senadores "desvotam" . E concluiu questionando se 80 tem mais poder que 500. Inflamado, o presidente Lula também sugeriu que os parlamentares trabalham pouco. - O deputado não perde o mandato e o prefeito tem que renunciar se quiser virar deputado e trabalhar dois dias por semana. Um sacrifício enorme - declarou o presidente Lula.

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