Porto Velho (RO) domingo, 24 de fevereiro de 2019
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Política - Nacional

Jefferson diz que ex-presidente Collor tem o DNA petebista


Luiz Cláudio de Castro - Agência O GloboBRASÍLIA - Um dia depois de assumir o mandato de senador pelo PRTB, o ex-presidente Fernando Collor (AL) assinou nesta sexta-feira sua filiação ao PTB, dirigido pelo deputado cassado Roberto Jefferson. Ex-integrante da tropa de choque do governo Collor, Jefferson lembrou a ligação histórica e familiar de Collor com o partido, afirmando que o ex-presidente tem o DNA petebista. Collor é neto de Lindolfo Collor, que foi ministro do Trabalho no governo de Getúlio Vargas.- Collor tem o DNA petebista, e chega à nossa agremiação para ajudar-nos no ideal petebista de construir um grande partido, que refaça o sonho daqueles que nos antecederam de lutar pelos direitos e conquistas dos trabalhadores. O senador Fernando Collor será um incansável batalhador, junto com nossa bancada, das idéias que sempre defendemos, e que garantem ao trabalhador deste país a manutenção de seus direitos mais sagrados - disse Jefferson, em solenidade na sede nacional do PTB, em Brasília.O presidente do PTB, que chegou a ser chamado de "homem-bomba" por causa da cruzada incansável contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, nesta sexta-feira fez um discurso pregando a paz e a conciliação. Recorrendo a Getúlio Vargas, disse que "violência traz violência, ódio traz ódio" e afirmou que é preciso "construir com amor", evitando as ambições pessoais.- Estamos buscando parceiros que nos lembrem de nossas origens, como Fernando Collor. O PTB sai engrandecido da cerimônia de hoje, por desfrutarmos agora da companhia de um guerreiro, um grande homem que tem passado, que tem presente e que, dentro do PTB, vai ajudar-nos a construir o futuro do Partido Trabalhista Brasileiro - disse Jefferson.Collor: 'Temos um patrimônio ideológico que precisa ser preservado'Collor disse que Vargas foi a maior expressão política do PTB e Lindolfo Collor, o maior doutrinador do partido. Citou grandes pensadores que migraram para o partido na época de sua fundação e que resistiram ao regime militar durante os anos no exílio, como Alberto Pasqualini, Lúcio Bittencourt e Leonel Brizola.- Temos, portanto, ao nosso lado, uma legenda de lutas e um patrimônio ideológico e doutrinário que precisa ser preservado, valorizado e disseminado, e que, a meu juízo pessoal, deve ser centrado no binômio emprego e salário. Esse é o compromisso que, em nome dos ideais de meu avô, assumo aqui nesta ocasião, na convicção de que pleno emprego e salário justo constituem uma aspiração nacional de que o PTB deve ser a sua maior expressão - prometeu Collor.Logo depois de sua eleição, Collor disse que retomava a vida política, 14 anos após o impeachment, sem ressentimentos e com o propósito de contribuir para a sociedade brasileira. Nesta quinta-feira, antes de tomar posse, disse que amadureceu com o sofrimento dos últimos anos e que queria levar sua experiência para os colegas.- A gente aprende com o sofrimento, a gente ganha experiência sofrendo. O que eu desejo é dar essa minha experiência para somar aos demais senadores - disse na quinta-feira.Collor foi recebido por líderes petebistas na Câmara e no Senado, senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, prefeitos e membros do PTB - entre eles o novato Frank Aguiar (PTB-SP). Na cerimônia, ele agradeceu o convite feito por Jefferson para filiar-se ao partido.O PTB integra o bloco formado por outros seis partidos - PT, PP, PSB, PCdoB, PR e PRB - que fecharam acordo para a eleição da presidência da Casa. Juntos, eles reúnem 25 senadores, formando a segunda maior bancada no Senado.

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