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Política - Nacional

Internet: de território livre a campo minado


Agência O Globo RIO - As restrições impostas pelas novidades na legislação eleitoral - para tentar tornar as campanhas mais baratas - deram mais um impulso para partidos e candidatos caírem na rede. É também um lugar cada vez mais procurado para quem busca informação para decidir o voto. A internet, porém, não será território livre ao longo da campanha para as próximas eleições. Além de haver regras - que proíbem, por exemplo, a propaganda em sites de provedores - a Justiça Eleitoral promete coibir abusos, como e-mails em massa e ataques entre políticos. A coordenadora de fiscalização da propaganda eleitoral no Rio, juíza Adriana Moutinho, diz que, além das equipes que circulam pelo estado, o Tribunal Regional Eleitoral destaca fiscais para monitorar a campanha na internet. Ela conta também com a participação dos eleitores: - A população sempre apóia a fiscalização - garante a juíza. - Há sempre um fiscal verificando a internet especificamente. Nós olhamos sempre, mas contamos com as denúncias dos eleitores porque não dá para acompanhar tudo o que acontece. No primeiro dia de campanha, o TRE do Rio retirou do ar um blog que apresentava denúncias contra um candidato ao governo do estado. A propaganda na web também está sujeita a restrições que valem para rádio, TV e imprensa - entre elas, os prazos para o início e o fim da campanha. Na opinião do publicitário Alessandro Bender, no entanto, a reação contra os políticos que tentarem burlar as leis será mais forte na internet. - O internauta é muito mobilizado e é também mobilizável - avalia Bender. - Existe um comportamento esperado, uma "netiqueta". Outdoor ninguém denuncia, mas spams e grupos questionáveis em sites de relacionamentos serão denunciados. Especialista em campanhas políticas online, Bender acredita que a internet vai beneficiar principalmente os candidatos que "souberem ouvir". Ele diz que a rede pode ser usada para pesquisas de opinião informais e para testar a repercussão de propostas. Embora acredite que a nova legislação "catapultou" o interesse dos políticos pela internet, o publicitário aposta que o uso da rede não vai reduzir os gastos com propaganda eleitoral. - Existe um mito de que a internet no Brasil é só para elite, mas há mais de 20 milhões de brasileiros conectados. São formadores de opinião que devem ser um elemento articulador. A propaganda com banners é uma parte pequena das campanhas online. A rede deve ser usada para o gerenciamento de propostas e para a gestão da reputação dos candidatos - afirma. Já o cientista político do Iuperj Marcos Figueiredo pensa de maneira diferente. Para ele, a internet ainda é um espaço muito restrito, o que pode dificultar a divulgação da campanha do candidato: - Sem dúvida os candidatos vão fazer mais propaganda pela internet. A campanha terá seu portal, o partido tem seu portal. Agora, a eficiência disso é muito relativa, porque o acesso à internet ainda é muito restrito. Apesar de considerar a internet um espaço ainda pouco difundido, Figueiredo acredita que a campanha pela internet será uma boa saída para os candidatos a deputado estaduais e federais na hora de fazer uma campanha. Com as novas restrições previstas pela legislação eleitoral, que dividem os especialistas, como a proibição do outdoor e dos adesivos para o corpo, mais conhecidas como "praguinhas", a internet será um espaço onde os candidatos poderão ter mais visibilidade. - A internet é uma solução para os candidatos a deputado estadual e federal, já que eles não têm muito espaço na propaganda gratuita nos veículos de comunicação do partido. Já para os candidatos a presidente, governadores e senadores, o melhor mesmo é a propaganda eleitoral na TV, porque a penetração é muito maior - eitoral na TV, porque a penetração é muito maior - lembrou

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