Porto Velho (RO) quarta-feira, 15 de julho de 2020
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Política - Nacional

Heloísa ataca o PT e diz que é contra o aborto


Agência O Globo RIO - A candidata do PSOL à Presidência da República, Heloísa Helena, encerrou a rodada de entrevistas ao "Jornal da Globo" na madrugada desta sexta-feira. Na primeira pergunta foi questionada por que não veio à público, enquanto ainda estava no PT, para denunciar as irregularidades que aconteciam dentro do partido. - Jamais poderia denunciar porque não era do esquema, não era da corriola dos delinqüentes do luxo, que depois descobri que estavam no PT. Na campanha de 2002, Lula impôs uma aliança no meu estado, abri mão de ser candidata e me ausentei da campanha eleitoral. Então, seria impossível saber o que acontecia. Heloísa afirmou que Lula tinha conhecimento dos esquemas de corrupção montados dentro de seu governo. - Todas as pessoas sérias sabem que seria impossível quadros importantes, dirigentes partidários, ministros, montarem um esquema de corrupção sem o presidente da República comandar diretamente o processo. Perguntada sobre qual seria sua postura diante de uma greve no setor público, a candidata garantiu que em seu governo os servidores não fariam greves. _ No meu governo, a pactuação com os trabalhadores do setor público,será de tal forma transparente, que não haverá nenhuma paralisação. Paralisação só há quando a arrogância, a inconseqüência política, o eleitoralismo ou qualquer outro legalismo acabam obstaculizando o funcionamento público. Em relação à reforma agrária, Heloísa prometeu assentar um milhão de famílias em quatro anos de governo, ao custo de R$ 2,8 bilhões por ano. - Significa 250 mil famílias por ano, é uma meta muito modesta. A reforma agrária não foi feita no Brasil porque tem uma política econômica que impede investimento público.O país tem que ser voltado para o seu mercado exterior e tem que ser voltado para a demanda interna, para a produção de alimentos. Na entrevista, a candidata do PSOL afirmou que, diferente do que diz o programa de seu partido, não tem um plano pronto para reestatizar empresas. - Privatizar ou estatizar, não é uma decisão de um partido político. Um partido político pode propor, pode discutir com a sociedade de uma forma geral, pode interagir dentro de um plebiscito, mas quem decide é a sociedade. A senadora afirmou também foi questionada sobre temas polêmicos como o aborto e a pesquisa com células-tronco. - A minha concepção de modernidade não se relaciona com o aborto. Em 2006, com toda tecnologia que foi produzida, com todo o conhecimento que foi produzido, alguém achar que é uma bandeira moderna curetar uma vida? Para mim, do ponto de vista científico e do ponto de vista espiritual, sou contra o aborto. A candidata disse ser a favor das pesquisas com células-tronco, desde que não sejam utilizadas células retiradas de embriões. - Sou contra pesquisas com célula-tronco embrionária porque não foi feita nenhuma pesquisa que mostre a necessidade de que se faça isso (destruir o embrião para a retirada da célula-tronco). Todos os dias no país, todo cordãozinho umbilical de cada criança que nasce, aquilo ali é pesquisa de célula-tronco que pode ser feita.

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