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Política - Nacional

Governadores vão cobrar pauta de reformas a Lula e reforçar discurso do crescimento


Gerson Camarotti - Agência O Globo BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá receber nesta quinta-feira uma manifestação de apoio político de governadores eleitos por partidos aliados. Além de 14 governadores e dois vices da base aliada, participarão da reunião num hotel em Brasília dois que estão aderindo ao governo: Ivo Cassol (MD- RO) e Blairo Maggi (sem partido - MT). A intenção dos presentes é tentar um documento propondo governabilidade ao segundo mandato do presidente Lula e, ao mesmo tempo, cobrar uma agenda de desenvolvimento, reforçando o discurso do governo da necessidade de o país crescer 5% ao ano. Lula também deve enfrentar outras cobranças dos governadores. O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), ressaltou que, para a agenda do país, é interessante a participação de todos os governadores e a retomada das reformas. - É preciso retomar a agenda das reformas estruturais. Tendo a prioridade a reforma previdenciária, cujo déficit deste ano, até agora, chega a R$ 37 bilhões. Só faz sentido fazer a reforma tributária depois de resolver déficits estruturais do país. Senão, a reforma tributária, ao invés de ser para diminuir a carga (de impostos), não vai cumprir o objetivo, que é diminuir o custo dos tributos - disse Hartung na chegada à reunião. O governador capixaba disse ainda que essa reunião dos aliados tem que ser apenas uma prévia, pois, segundo ele, não pode haver divisão entre governadores aliados e oposicionistas, já que a agenda do país é de interesse de todos. Ele defende que a reunião de hoje evolua para outra que inclua os demais governadores. A intenção de pressionar pelo desenvolvimento ficou clara na quarta-feira, durante o encontro dos governadores do Nordeste para pressionar o governo pela recriação da Sudene. Este encontro ocorreu com a bancada de parlamentares da região, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). - Está na hora de fazer uma política de desenvolvimento para o país. Pela primeira vez, um presidente mandou refazer um pacote de medidas e disse que os ministros responsáveis pelo plano de desenvolvimento do país foram pouco ousados. Então, vamos ter um pouquinho de ousadia e apoiar o presidente Lula - disse o governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), numa referência ao pacote de ajuste fiscal de longo prazo e corte de impostos apresentado na semana passada pela equipe econômica. A avaliação dos novos governadores é que, diferentemente do primeiro mandato, o presidente Lula agora conta com o apoio da maioria dos estados, e com isso terá mais facilidade de enfrentar temas que tiveram resistências nos primeiros quatro anos de governo petista. - O presidente Lula tem que aproveitar a gordura adquirida nesta eleição para fazer o que for preciso. Essa não será uma reunião de grandes decisões. Mas vamos começar a estabelecer uma pauta de prioridades comuns entre o governo federal e os estados. Há um sentimento de colaboração dos novos governadores. E temos que usar isso em favor do país - disse o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT). Está sendo analisada, inclusive, a possibilidade de ser feita uma carta desse grupo de governadores em defesa de pontos políticos e econômicos como desenvolvimento, crescimento e governabilidade. Mas a pauta final com o presidente só será definida nesta quinta-feira, numa pré-reunião dos governadores sem a presença de Lula. Jaques Wagner ressalta, porém, que a intenção não é de formar um grupo de governadores aliados, o que estabeleceria uma divisão. Mas sim, de governadores interessados em colaborar com a gestão de Lula. Na reunião de quarta, na CNI, cinco governadores eleitos do Nordeste cobraram a aprovação do projeto de lei de recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O projeto, de 2003, já está pronto para votação na Câmara desde maio deste ano. A idéia dos governadores é aproveitar o alinhamento com o governo para pressionar pela aprovação da matéria. No primeiro mandato, Lula não contava com a maioria de governadores aliados. A partir do próximo ano, dos nove governadores nordestinos, sete apóiam o governo do petista.

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