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Política - Nacional

Governador nega existência de 'portos fantasmas'


O governador do Amazonas Omar Aziz (PSD) negou na manhã de ontem, quarta-feira (25), que existam obras fantasmas entre os 15 projetos de portos no Amazonas. A informação que foi repassada pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amazonas (Dnit-AM), Afonso Lins Jr , a reportagem do jornal Acrítica desta quarta, foi remetida pelo governador a falta de acompanhamento do Departamento junto aos projetos.

Aziz explicou durante entrevista coletiva no estaleiro Erin, na zona Oeste de Manaus, que as obras estão com atrasos, mas que os considera normal para projetos de “grande porte”. Irritado o governador avisou que pretende impetrar “medidas cabíveis” contra Afonso Lins, “se comprovar de fato as afirmações irresponsáveis”.

“Ele me encaminhou uma nota afirmando que não falou em obras fantasmas. Se de fato o superintendente do Dnit, afirmou à existência de obras fantasmas ele terá que provar judicialmente”, declarou Aziz.

O governador explicou que o contrato firmado pelo Governo do Amazonas com o Governo Federal prevê a construção de portos nos municípios de Codajás, Canutama, Beruri, Tapauá, Iranduba, Barreirinha, Novo Airão, Itapiranga, Careiro da Várzea, Carauari, Itamaraty, Eirunepé, Guajará, Ipixuna e São Gabriel da Cachoeira, e que do valor R$ 253.569.526,72 do contrato R$ 168.842.309,78, foram repassados para as empresas responsáveis pelas obras.

Ele explicou que encontra dificuldades em entregar os portos por conta dos problemas relacionados ao clima e a logística do Estado. Mas, disse que ate o fim de 2012 os terminais estarão entregues. Aziz ressaltou ainda, que tem evitado aceitar aditivos nas obras orçadas em R$ 261,6 milhões.

“Esses são projetos caros, e não é fácil lidar com tantas cifras. Temos tentado ao máximo acréscimo financeiro aos projetos. Só no porto apontado como fantasma estão comprometido R$ 18,5 milhões dos quais já efetuamos o pagamento de ao menos R$ 11 milhões”, disse, enfatizando que o Dnit não é o departamento mais indicado para cobrar efetividade na conclusão de promessas.

“Eles não conseguem administrar o porto da Ceasa, os outros sob a responsabilidade deles também vivem dando problemas, a exemplo do porto de Parintins que afundou, meses depois de inaugurado”, disse, alfinetando “Por sinal estamos esperando muitas coisas desse órgão. Cadê a BR 319?”.

Fonte: A Crítica (Manaus)/JOELMA MUNIZ

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