Porto Velho (RO) segunda-feira, 13 de julho de 2020
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Política - Nacional

Gedimar deve recuar de suas declarações, diz advogado


Alan Gripp - Agência O Globo CUIABÁ - Acusados de participar da operação de compra de um dossiê contra os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, o advogado Gedimar Pereira Passos Passos e o empresário Valdebran Padilha, filliado ao PT, já estão na sede da Polícia Federal em Cuiabá para prestar depoimento. Caso haja alguma contradição em relação aos depoimentos tomados até agora, a PF fará uma acareação entre Gedimar, Valdebran, Luiz Antônio Vedoin e Paulo Roberto Trevisan, que foi preso transportando o material de Cuiabá para São Paulo. O advogado de Gedimar, Cristiano Maronna, indicou que seu cliente irá recuar das declarações dadas em depoimento na sexta-feira na Polícia Federal em São Paulo. Segundo Maronna, Gedimar disse que há divergências entre o que aconteceu e as informações que têm sido divulgadas pela imprensa nos últimos dias, mas não entrou em detalhes. - Ele disse que não bate. Ele disse que foi ouvido por mais de dez horas e existem divergências entre o que ele disse e o que está publicado - disse o advogado. Já o advogado do empresário Valdebran Padilha, Luiz Antônio Lourenço da Silva, confirmou que seu cliente foi a São Paulo para receber R$ 1,7 milhão de Gedimar. Ele disse, no entanto, que Valdebran não foi à capital paulista como membro do PT, e sim como amigo da família Vedoin, acusada de chefiar a máfia das ambulâncias. Na versão de Lourenço, o dinheiro serviria para pagar advogados e o tratamento médico de parentes de Luiz Antônio Vedoin. - Ele não foi lá como membro do PT, foi como amigo do Vedoin. Os Vedoin dizem que estão sem dinheiro para pagar advogado e tratamento médico - disse o advogado. Ao ser perguntado sobre o fato de seu cliente estar com uma grande quantidade de dinheiro vivo nas mãos, Lourenço cometeu um ato falho: - Eu também gostaria de andar com um milhão... mas lícito, é claro. Eu não estou dizendo que o dinheiro de meu cliente é ilícito, não sei. O procurador da República Mário Lúcio Avelar confirmou que pediu a prorrogação da prisão temporária de Gedimar, Valdebran e Paulo Roberto por mais cinco dias. O prazo da prisão temporária vence na quarta-feira.

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