Porto Velho (RO) sábado, 14 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

Filho e sobrinho de governador de Rondônia chegam ao Espírito Santo para acareação


 

Os detidos no estado de Rondônia pela operação Titanic chegam ao Espírito Santo no início da tarde desta terça-feira. Eles serão interrogados na sede da Superintendência de Polícia Federal, em São Torquato, Vila Velha. Segundo o delegado da coorporação, lotado em Cachoeiro de Itapemirim, Honazi de Paula Farias, o avião com os detidos pousa às 12h30 em solo capixaba.

São esperados Edcarlos Tiburcio, Ronaldo Benevídio dos Santos, Rogério Moreira; Alessandro Cassol Zabot - sobrinho do governador de Rondônia, Ivo Cassol -; Ivo Júnior Cassol - filho do governador -; e Mario Calixto Filho - ex-suplente de senador. “Os detidos no Espírito Santo e em São Paulo já foram ouvidos, mas há depoimentos contraditórios. Com a chegada dos detidos em Rondônia nós vamos ouvir novamente os que já foram ouvidos nesta segunda e, se necessário, fazer uma acareação entre os detidos para esclarecer os pontos contraditórios”.

O delegado revelou ainda que entre os detidos no Espírito Santo, há duas contadoras. Uma delas atuava na própria empresa TAG, de propriedade da família Scopel. “A outra era funcionária de uma empresa contábil que prestava assessoria para a contabilidade da TAG e ensinava como praticar a fraude”, explica Honazi de Paula.

A polícia detalhou ainda que os veículos de luxo eram importados com subfaturamento de 30% a 40%. No caso de eletrônicos, o subfaturamento era ainda maior. As mercadorias chegavam ao cais de Peiú, em Vila Velha, de propriedade majoritária da família Scopel. Os veículos de luxo e mercadorias eram armazenados no cais e depois vendidos principalmente para São Paulo.

Segundo Honazi de Paula, um doleiro que remetia valores aos Estados Unidos por intermédio da TAG está preso temporariamente até que forneça detalhes à polícia sobre a participação dele no esquema.

Aproximação com a política em troca de benefícios fiscais

A ‘amizade’ que Adriano Scopel mantinha com o sobrinho e com o filho do governador de Rondônia tinha um único objetivo, segundo investigações da polícia. O líder do esquema que desencadeou a Operação Titanic queria obter benefícios fiscais no Estado governado por Ivo Cassol. “As investigações constataram que foram pagos ingressos na Fórmula 1 por Adriano Scopel, tendo em vista que o governador de Rondônia teria suspendido os benefícios fiscais a empresa TAG, que tem sede em Rondônia. Então foi feita uma reunião nessa ocasião e depois disso os benefícios fiscais voltaram. Ele se aproximou do sobrinho e do filho do governador e isso consiste em tráfico de influência. A Tag tem uma filial no Espírito Santo, mas a sede é em Rondônia onde tinha benefícios fiscais”.

Empresário capixaba ainda está foragido

A Polícia Federal aguarda comunicado do FBI e da Interpol assim que as polícias norte-americanas prenderem o empresário capixaba Antônio Cláudio Diniz de Oliveira dos Santos, conhecido como Baducho. Ele mora em Miami e era braço da quadrilha nos Estados Unidos. “O empresário capixaba Baducho precisava enviar US$ 20 mil dólares para o Brasil. Como Scpel já tinha esquema para envio de dólares e conhecia doleiros, Baducho usou a empresa TAG para enviar os U$ 20 mil, em seguida mais U$ 12,5 mil”. 

Fonte: JORNAL A GAZETA

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