Porto Velho (RO) quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

FHC profetiza que Dilma subirá a 30% nas pesquisas



O Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso fez um prognóstico alvissareiro para a candidata de Lula à sucessão presidencial.

 

FHC previu que Dilma Rousseff subirá nas pesquisas. Estimou que ela fecha 2009 nas cercanias dos 20%.

 

E pode roçar os 30% nos primeiros meses de 2010.  uma avaliação que coincide com a do Planalto. Com uma diferença:

 

Lula vê na taxa de 30% um piso para Dilma. FHC enxerga no percentual um teto do petismo, que só Lula logrou ultrapassar.

 

Os presságios de FHC foram verbalizados num jantar que levou a nata do DEM à residência oficial do governador de São Paulo, José Serra.

 

O repasto começou por volta das 21h da última quinta-feira (12). Estendeu-se até o início da madrugada de sexta (13).

 

O DEM reunira, em São Paulo, o seu Conselho Político. Dezoito lideranças da tribo ‘demo’ trocaram idéias sobre a conjuntura política.

 

Depois, foram a Serra, para dividir suas impressões. Organizado como uma espécie de beija-mão, o repasto converteu-se num inesperado jogo da verdade.

 

Serra, cotovelos acomodados sobre uma mesa retangular, se dispôs a ouvir –um por um— todos os ‘demos’ que roçavam garfos com ele.

 

Despejaram-se sobre a mesa as contas de um rosário de inquietudes. Abaixo algumas delas:

 

1. Falta ao linguajar de Serra, hoje o presidenciável tucano mais bem-posto nas pesquisas, um tônus oposicionista;

 

2. É equivocada a estratégia de delegar a outros líderes da oposição a tarefa de estabelecer o contraponto ao governo Lula. O eleitor quer ouvir os candidatos;

 

3. Serra e o governador mineiro Aécio Neves, o outro presidenciável tucano, deveriam frequentar o noticiário com a cara de candidatos à presidência;

 

4. A suavidade do discurso da dupla favorece a candidatura oficial de Dilma Rousseff, que desfila sozinha na passarela que leva a 2010;

 

5. Lula estaria conseguindo passar a idéia de que seu governo nada tem a ver com a crise, uma encrenca que vem de fora;

 

6. Na visão dos ‘demos’, é certo que a crise nasceu nos EUA. Mas rói o PIB brasileiro além do razoável graças à suposta “incúria” do presidente e de sua equipe;

 

7. Eis o raciocínio que resume a opinião média dos ‘demos’: Da fase de bonança da economia mundial, o Brasil aproveitou uma parte. Da tempestade desfruta por inteiro;

 

8. Na seara política, disseram os ‘demos’, o PSDB tem de cuidar para que a refrega entre Serra e Aécio não descambe para a divisão;

 

9. Avaliou-se que, unindo São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais do país, o tucanato vai a 2010 com alguma chance de êxito. Do contrário, nem tanto.

 

Os demos que soaram mais enfáticos foram: Rodrigo Maia (presidente), José Agripino Maia (líder no Senado), José Roberto Arruda (governador do DF)...

 

...Roberto Magalhães (deputado), José Carlos Aleluia (deputado), Roberto Brant (ex-deputado) e Luiz Carlos Santos (ex-coordenador político do governo FHC).

 

Coube a Luiz Carlos Santos construir a analogia mais impactante da noite. Comparou o Serra-2010 ao Geraldo Alckmin-2008.

 

Disse que, na campanha municipal do ano passado, Alckmin, que entrara na disputa como favorito, foi à breca por falência de mensagem.

 

Não conseguiu encarnar nem o discurso de oposição, monopolizado pela petista Marta Suplicy, nem o de governo, que pingava dos lábios do ‘demo’ Gilberto Kassab.

 

Acrescentou que, para fugir ao vexame de Alckmin, Serra deve apressar-se em ocupar o campo da oposição. Algo que não fará se continuar dando refresco a Lula.

 

Ao final, depois de ouvir calado às observações dos comensais, Serra serviu uma resposta que desagradou boa parte da audiência.

 

Disse que não é hora de fazer campanha. Precisa governar São Paulo. Na hora própria, vai ter o que apresentar nos palanques.

 

Como governador, tem de manter abertos os canais de comunicação institucional com o governo federal.

 

Quanto a Aécio, está disposto a fazer o que for necessário para deixá-lo em situação política confortável.

 

Também presente ao jantar, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) mencionou a idéia de acomodar Aécio como vice na chapa de Serra. Hipótese que Aécio, por ora, rejeita.

 

O ex-deputado Roberto Brant lembrou que o movimento representado por Aécio é maior do que ele próprio.

 

Depois de oito anos de FHC e mais oito de Lula, o eleitor de Minas estaria de saco cheio das alternativas presidenciais construídas a partir de São Paulo.

 

Produziu-se no jantar uma mísera decisão: vai-se usar a propaganda partidária do PSDB, DEM e PPS para levar ao telespectador uma mensagem oposicionista uniforme.

 

Ventilada pelas lideranças do DEM, a idéia foi acatada por Serra e pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

 

No mais, ficou no ar a impressão de que tão cedo Serra não deve mergulhar na campanha de corpo inteiro. Desagradou à maioria. Mas convenceu a alguns.

 

“Serra está certo”, concedeu José Carlos Aleluia (DEM-BA). “Precisa governar, par ter o que mostrar mais na frente...”

 

“...A Dilma antecipa a campanha porque é louca. Não entende nada de política. Está sendo conduzida. Ela não pára na cadeira. O PAC está à deriva. Na campanha, vai mostrar o quê?”

Fonte: Blog do Josias - Folha de São Paulo

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