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Política - Nacional

ExcelAire rejeita permanência dos pilotos do jato Legacy no Brasil


Jailton de Carvalho - Agência O Globo BRASÍLIA - A empresa ExcelAire, proprietária do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol em 29 de setembro, causando o acidente que matou 154 pessoas, divulgou nesta terça-feira um comunicado contestando a decisão da Justiça do Mato Grosso que impede a saída dos pilotos Jan Paul Paladino e Joseph Leporedo do país. De acordo com a nota, escrita pelo advogado dos pilotos, a decisão é discriminatória e será contestada por habeas corpus. Nesta segunda, a Justiça federal de Sinop negou o pedido de liberação dos passaportes dos pilotos, que estão impedidos de deixar o país até que as investigações sejam concluídas. A retenção dos pilotos levou o jornalista americano Joe Sharkey, um dos sete passageiros do jato Legacy, a chamar em seu blog o ministro da Defesa, Waldir Pires, de disssimulado. Também nesta segunda-feira, o Juiz Charles Frazão de Moraes determinou que o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), apresente à Polícia Federal todas as informações de que dispõe sobre o acidente do Boeing da Gol. Pela decisão, o brigadeiro terá que repassar à polícia até mesmo as informações recolhidas nas caixas-pretas do Boeing e do Legacy, jato envolvido no acidente. O repasse das informações foi exigido a partir de um requerimento formulado pelo delegado Renato Sayão, encarregado das investigações criminais sobre as causas do acidente. O delegado fez o pedido à Justiça depois que o Cenipa se recusou a encaminhar à PF os resultados das caixas-pretas dos dois aviões. Oficiais do Cenipa argumentaram que a legislação militar não permite esse tipo de expediente. Segundo Sayão, sem os registros de voz dos aviões, não é possível chegar a uma conclusão sobre as causas do acidente. Para o delegado da PF, os dados do Cenipa são imprescindíveis para que a polícia tenha condições de interrogar os pilotos americanos que comandavam o Legacy na ocasião da colisão. O delegado também espera interrogar, nos próximos dias 21 e 22, em Brasília, os 13 controladores de vôo que estavam de plantão na capital federal e em São José dos Campos (SP) no dia do acidente. Sayão pediu ainda nesta segunda a prorrogação do prazo das investigações por até 90 dias. O prazo do inquérito terminou no último dia 6. O Boeing caiu em área de floresta no norte de Mato Grosso, quando fazia o vôo 1907, entre Manaus e o Rio de Janeiro, com escala prevista em Brasília. Já o Legacy decolou de São José dos Campos com destino aos Estados Unidos. Depois do choque, os pilotos do jato conseguiram fazer um pouso de emergência e nenhuma das sete pessoas a bordo ficou ferida.

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