Porto Velho (RO) domingo, 24 de março de 2019
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Política - Nacional

Enquete mostra cenário de votos cristalizados no segundo turno


Agência O GloboUm cenário de consolidação de votos. Assim analistas interpretaram o resultado da enquete que mostra que, de 12.829 participantes, 77% disseram estar dispostos a não trocar de candidato a presidente no segundo turno. Outros 13% disseram já terem decidido seu voto, embora tenham escolhido um candidato na etapa anterior que não avançou para o segundo turno.Ricardo Ismael, professor da PUC, vê um cenário de consolidação dos votos, uma vez que a maior parte dos internautas (77%) diz que se manterá fiel ao voto do primeiro turno. Ele ressalva, no entanto, que a consulta feita na internet - com um público mais bem informado - não reflete o eleitorado brasileiro. Na opinião de Gaudêncio Torquato, professor da Universidade de São Paulo (USP), este percentual não surpreendeu. Para ele, a disputa está muito polarizada, os votos estão cristalizados. - A minha visão é que o debate consolida as posições dos eleitores, ou seja, os do Lula ficam mais consolidados, e os do Alckmin também - afirmou, e acrescentou que para ele, esse é um cenário que dificilmente irá se alterar, mesmo com o início das campanhas no rádio e na TV.Assim como o professor da PUC, Torquato lembrou que esses números, apesar de ter uma semelhança com o resultado do primeiro turno, são limitados, pois representam apenas aqueles que têm acesso à internet. Na internet, as classes mais favorecidas tem maior representação.Torquato chamou atenção para aqueles que afirmaram que votaram em outros candidatos no primeiro turno, mas que já se decidiram. Para ele, apesar de afirmarem que já estão decididos, esses números ainda podem mudar.- Esses seriam, basicamente, os eleitores da senadora Heloísa Helena e do senador Cristovam Buarque. Eles vão esperar mais um pouco. Preliminarmente se dizia que os votos da senadora iriam para o Alckmin, mas provavelmente, depois dessa boataria sobre a privatização, eles devem ter ficado mais apreensivos, pois o voto deles é ideológico - disse. Para o professor, a massa de manobra dos dois candidatos é a soma dos votos dos indecisos, os que afirmam que vão votar nulo ou branco, e dos que votaram em outros candidato esses são os votos que os candidatos. São esses votos que eles vão tentar conquistar durante a campanha do segundo turno:- Eles são os alvos, onde os dois candidatos vão buscar os votos e a diferença para ganhar.Na opinião de Ismael, Lula e Alckmin devem disputar também os próprios eleitores tucanos e petistas.- Há uma disputa em torno desses eleitores (Heloísa e Cristovam). Para isso, os candidatos ajustam seu discurso de ataque. Lula fala sobre privatização para colocar Alckmin em uma situação difícil com os eleitores de Heloisa. O Alckmin também tenta uma aproximação, mas pela questão da ética. Mas os candidatos (Lula e Alckmin) vão tentar falar não só para esses eleitores. Mas também para o eleitorado do adversário - explica.Segundo Ismael, o cenário traçado na enquete deve sofrer alterações, à medida que a campanha avança. Ele explica que o percentual de indecisos (4%) configura a parcela do eleitorado que costuma deixar para escolher o candidato no último minuto. Segundo ele, os debates, as entrevistas e a propaganda eleitoral vão ter influência na decisão deste eleitor.Ismael acredita, no entanto, que o percentual de eleitores que manifesta o desejo de votar em branco ou nulo (6%) não deve se alterar até o dia 29. Ele lembra que o número de votos brancos e nulos no primeiro turno contrariou as expectativas dos analistas - que esperavam um aumento diante dos escândalos políticos - e ficou aquém do registrado na eleição de 2002.

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