Porto Velho (RO) sábado, 15 de agosto de 2020
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Política - Nacional

Empresário envolve presidente do Conselho de Ética da Câmara no esquema das sanguessugas


Agência O Globo RIO - O empresário Luiz Antônio Vedoin, cujas denúncias de suborno geraram o escândalo das sanguessugas e ajudaram a manchar ainda mais a imagem do Congresso Nacional , deu entrevista à revista "Época" em que inclui na lista de parlamentares do esquema de ambulâncias superfaturadas o presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar (PTB_SP), o corregedor Ciro Nogueira (PP-PI), o líder do PTB, José Múcio Monteiro (PE) e o ex-corregedor Luiz Piauhylino (PSB-PE). Os quatro negam envolvimento no esquema. Vedoin, que tinha inocentado em depoimento à Justiça 82 parlamentares, em declarações que foram ratificadas por seu pai e sócio, Darci Vedoin, justificou a inclusão de novos nomes na denúncia afirmando que são muitas as informações relativas ao esquema, e ele se esqueceu de incluir os quatro nomes em suas acusações. O esquema movimentou cerca de R$ 110 milhões do Orçamento na compra de ambulâcias superfaturadas em 600 municípios de 24 estados. Da lista inicial, a CPI dos Sanguessugas investiga 72 parlamentares. A reportagem levanta três hipóteses para a inclusão de novos nomes: "Uma possibilidade é que Vedoin tenha remexido velhos papéis e encontrado o nome dos novos suspeitos. (...) Outra hipótese é que ele tenha resolvido atingir cúmplices que antes protegia, porque se desentendeu com eles. Um indício disso é que, numa das conversas com 'Época', afirmou que pretende divulgar na imprensa todos os nomes dos parlamentares que lhe devem dinheiro. 'Assim, posso receber mais rápido', afirmou. Uma terceira hipótese é que ele esteja simplesmente inventando acusações. É o que afirmam os novos acusados". Vedoin diz que Izar, Ciro Nogueira, José Múcio e Piauhylino "teriam participado das fraudes por intermédio de uma lobista do esquema até agora desconhecida das autoridades: Cristianne Mayrink Sampaio Silva Neto, de 28 anos, uma mulher bonita sempre vista em companhia de deputados nos corredores do Congresso e em restaurantes badalados de Brasília", diz a revista. "Pela descrição de Vedoin, Cristianne teria sido uma espécie de operadora terceirizada da Planam, empresa que vendia as ambulâncias superfaturadas às prefeituras. Ela teria cuidado pessoalmente de um grupo de deputados, '20 ou 25', de acordo com Vedoin. Teria se encarregado de fazer contato com os parlamentares e de pagar propina aos que entrassem no esquema".

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