Porto Velho (RO) terça-feira, 13 de novembro de 2018
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Política - Nacional

Em SP, materiais de construção com IPI reduzido já estão mais baratos


Cibele Galdolpho - Agência O GloboSÃO PAULO - Antes mesmo de o governo publicar a Medida Provisória que autoriza a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para mais materiais de construção, no Diário Oficial, o consumidor já pode encontrar nas lojas algumas promoções, com descontos de 5%. A terceira redução dá continuidade ao processo, iniciado em fevereiro para baratear o custo da habitação popular.Uma das lojas que se antecipou a redução do IPI é a Telhanorte, que baixou os preços em 5% dos chuveiros e duchas nas 24 lojas da rede. Apesar de a tendência de os preços baixarem só quando acabarem os atuais estoques na maioria das lojas, a Telhanorte resolveu colocar em promoção desde sábado os chuveiros, que são produtos de alto giro.- Itens como bidês e caixa de descarga de plástico saem pouco e vamos esperar os fornecedores nos repassarem o desconto do IPI, de 10% para 5% - diz Armando Carleto, diretor financeiro do Telhanorte. Os descontos abrangem desde os chuveiros mais caros até os mais populares, como o modelo Ki Banho, da Fame, que passou de R$ 30,19 para R$ 28,68, e a Ducha Forte Florenza, da Cardal, que teve o preço de R$ 335,90 reduzido para R$ 319,11. Outro modelo da Corona, o Show de Bola, caiu R$ 28,79 para R$ 27,35.A Leroy Merlin também tem promoções nos produtos que tiveram IPI reduzido. É o caso da caixa de descarga da Tigre, que de R$ 21 agora custa R$ 15,90, e da Ducha Relax da Lorenzetti de 3 temperaturas, que passou de R$ 64,80 para R$ 59,90.Na C&C Casa & Construção e na DiCico, outras duas grandes redes de materiais de construção, os preços devem cair conforme o estoque for renovado.- Só nas novas compras é que a rede aplicará o desconto do IPI - afirma Mauro Florio, diretor de marketing da C&C.As três reduções anunciadas pelo governo neste ano para alguns materiais de construção básicos devem contribuir para que o sonho de reformar e construir a casa própria se torne mais acessível, já que o setor é movido pela construção autogerida.- Cerca de 77% dos materiais de construção vendidos nas lojas vão para o consumidor que compra o terreno, contrata o engenheiro ou o arquiteto para fazer a planta, depois arca com os custos do material e da mão-de-obra.E essa redução vem beneficiar exclusivamente estas pessoas, que são a grande maioria do povo brasileiro - afirma Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Apenas 23% das vendas correspondem às construtoras.O faturamento total das vendas de materiais de construção registrado em agosto foi o maior do ano, atingindo resultado 15,29% superior ao do mês de julho e 8,10% superior ao de agosto do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).O presidente da entidade, Melvyn Fox, diz que "o setor espera ganhar mais fôlego com as novas reduções." A Abramat aposta que o crescimento está alinhado com as medidas de desoneração dos materiais e pelas ações de ampliação do crédito anunciadas pelo governo.

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