Porto Velho (RO) segunda-feira, 6 de abril de 2020
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Política - Nacional

Em SP, materiais de construção com IPI reduzido já estão mais baratos


Cibele Galdolpho - Agência O Globo SÃO PAULO - Antes mesmo de o governo publicar a Medida Provisória que autoriza a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para mais materiais de construção, no Diário Oficial, o consumidor já pode encontrar nas lojas algumas promoções, com descontos de 5%. A terceira redução dá continuidade ao processo, iniciado em fevereiro para baratear o custo da habitação popular. Uma das lojas que se antecipou a redução do IPI é a Telhanorte, que baixou os preços em 5% dos chuveiros e duchas nas 24 lojas da rede. Apesar de a tendência de os preços baixarem só quando acabarem os atuais estoques na maioria das lojas, a Telhanorte resolveu colocar em promoção desde sábado os chuveiros, que são produtos de alto giro. - Itens como bidês e caixa de descarga de plástico saem pouco e vamos esperar os fornecedores nos repassarem o desconto do IPI, de 10% para 5% - diz Armando Carleto, diretor financeiro do Telhanorte. Os descontos abrangem desde os chuveiros mais caros até os mais populares, como o modelo Ki Banho, da Fame, que passou de R$ 30,19 para R$ 28,68, e a Ducha Forte Florenza, da Cardal, que teve o preço de R$ 335,90 reduzido para R$ 319,11. Outro modelo da Corona, o Show de Bola, caiu R$ 28,79 para R$ 27,35. A Leroy Merlin também tem promoções nos produtos que tiveram IPI reduzido. É o caso da caixa de descarga da Tigre, que de R$ 21 agora custa R$ 15,90, e da Ducha Relax da Lorenzetti de 3 temperaturas, que passou de R$ 64,80 para R$ 59,90. Na C&C Casa & Construção e na DiCico, outras duas grandes redes de materiais de construção, os preços devem cair conforme o estoque for renovado. - Só nas novas compras é que a rede aplicará o desconto do IPI - afirma Mauro Florio, diretor de marketing da C&C. As três reduções anunciadas pelo governo neste ano para alguns materiais de construção básicos devem contribuir para que o sonho de reformar e construir a casa própria se torne mais acessível, já que o setor é movido pela construção autogerida. - Cerca de 77% dos materiais de construção vendidos nas lojas vão para o consumidor que compra o terreno, contrata o engenheiro ou o arquiteto para fazer a planta, depois arca com os custos do material e da mão-de-obra. E essa redução vem beneficiar exclusivamente estas pessoas, que são a grande maioria do povo brasileiro - afirma Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Apenas 23% das vendas correspondem às construtoras. O faturamento total das vendas de materiais de construção registrado em agosto foi o maior do ano, atingindo resultado 15,29% superior ao do mês de julho e 8,10% superior ao de agosto do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O presidente da entidade, Melvyn Fox, diz que "o setor espera ganhar mais fôlego com as novas reduções." A Abramat aposta que o crescimento está alinhado com as medidas de desoneração dos materiais e pelas ações de ampliação do crédito anunciadas pelo governo.

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