Porto Velho (RO) segunda-feira, 27 de junho de 2022
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Eleições 2010: 'Estarrecido' com baixarias, TSE quer mudar campanhas



Juliano Basile  - Jornal Valor Ecômico

 Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão "estarrecidos" com o baixo nível da campanha presidencial no segundo turno. Para eles, as coligações de Dilma Rousseff e de José Serra promovem um "show de horrores", com troca de acusações constantes em vez de discussão sobre propostas de governo. 

"O que estamos vendo não é mais horário eleitoral, é um tiroteio eleitoral", disse o ministro Aldyr Passarinho Junior. Ele cogitou até mudanças para eleições futuras, como tornar responsáveis os marqueteiros nos casos de propagandas destinadas apenas a ofender adversários.

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha definiu o momento atual da campanha no rádio e na TV como um "faroeste". Ela advertiu os candidatos que o horário eleitoral não é gratuito. "Todos nós pagamos por ele", enfatizou Cármen Lúcia, para concluir, em seguida, que os presidenciáveis deveriam ter mais zelo pelas suas propagandas e apresentar mais propostas de governo, em vez de peças publicitárias ofensivas aos rivais.

"É um horário nobilíssimo, que deve ser utilizado para matéria política", reclamou o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, referindo-se à baixa quantidade de propostas no horário dos presidenciáveis.

O número de ofensas triplicou no segundo turno em relação ao primeiro. O TSE registrou 90 pedidos de direito de resposta entre 8 de outubro, início da campanha do segundo turno no rádio e na TV, e ontem. Isso significa que houve 90 casos de supostas ofensas em apenas 17 dias de campanha, ou mais de cinco peças agressivas por dia. No primeiro turno, foram 33 pedidos de resposta, em um prazo maior - entre 17 de agosto e 30 de setembro.

Em julho, os candidatos já prenunciaram ao próprio TSE que não iriam se dedicar ao debate em torno de propostas. O tribunal exigiu que os presidenciáveis entregassem programas de governo no registro de suas candidaturas, até 5 de julho. A coligação de Serra enviou uma compilação de seus discursos e a de Dilma, uma ata de reunião do PT.

Nos últimos julgamentos, os ministros Marco Aurélio e Marcelo Ribeiro concluíram que é hora de o TSE ser mais rigoroso em suas decisões, senão as campanhas das próximas eleições poderão chegar a um nível ainda mais baixo. Para Ribeiro, as campanhas dos presidenciáveis estão testando a Justiça Eleitoral. Marco Aurélio acredita que já passou da hora de o TSE impor limites. De acordo com ele, a situação "descambou". 

 

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