Porto Velho (RO) sexta-feira, 23 de outubro de 2020
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Política - Nacional

É grave o decreto que retira poderes da Petrobras na Bolívia


Luiza Damé - Agência O Globo BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o governo considera grave o decreto do governo boliviano que retira poderes da Petrobras. Segundo a ministra, o presidente Luiz Inácio Lula daSilva determinou ao ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e ao assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que falem com o governo boliviano para avaliar a extensão do decreto. - O governo está olhando com muito cuidado essa questão e está preocupado. O presidente solicitou ao ministro que entrasse em contato com o governo boliviano para avaliar algo que achamos que é grave, que é essa resolução do Ministério de Hidrocarburos da Bolívia. Esse processo está em andamento - disse a ministra. Dilma afirmou que a viagem de Rondeau e do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, marcada para a noite desta quarta-feira, foi cancelada. Segundo a ministra, o governo considera que o decreto não está de acordo com as negociações que vinham sendo feitas entre os governos brasileiro e boliviano desde que o presidente Evo Morales nacionalizou o petróleo, no dia 1º de maio. - O governo considera que não está dentro do que acertamos com o governo boliviano quando o vice-presidente Linera (Álvaro García Linera) esteve no Brasil e que não era o que esperávamos. As tratativas estão sendo feitas nesta tarde e, possivelmente no final da tarde, o governo vai se posicionar - disse Dilma. A ministra não descartou a possibilidade de Lula falar com Morales. A ministra disse que não faria avaliação subjetiva do ato, ao responder se o governo brasileiro estava decepcionado com a decisão boliviana. - Achamos que o decreto, não digo quebra de confiança, mas ele não está adequado às tratativas que vinham sendo feitas. O governo vai avaliar e na oportunidade vai tomar posição. Também não é relação de supresa. Não se coaduna com a posição anterior. Não é relação de surpresa, é relação de não ter coerência com posições assumidas ou não - disse.

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