Porto Velho (RO) quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
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Política - Nacional

Descargas atmosféricas causam prejuízo anual de R$ 500 milhões ao setor elétrico


Danilo Oliveira, da Agência CanalEnergia

O Brasil tem prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão com descargas atmosféricas por ano. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, cerca de metade desse valor é de perdas do setor elétrico. Os prejuízos têm motivado pesquisas para prevenção de acidentes e melhor detecção de descargas. A Universidade de São Paulo realiza de 26 a 30 de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná, um simpósio internacional sobre o tema.

O objetivo do evento é promover a discussão sobre as inovações tecnológicas relativas à proteção de descargas atmosféricas, aterramento e técnicas de modelagem e de medição. O professor e coordenador do centro de estudos em Descargas Atmosféricas e Alta Tensão da USP, Alexandre Piantini, conta que o Brasil tem cerca de 50% do território coberto por redes de detecção de descargas, sobretudo, no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

De acordo com Piantini, esses sistemas localizam as descargas e agilizam a manutenção dos sistemas, além de reduzir os tempos de interrupção de energia. Em relação à tecnologia, o professor informou que apenas uma empresa no mundo, a filandesa Vaisala, explora o mercado de sensores de descargas. Entretanto, ele avalia que o Brasil está em um bom nível de pesquisas sobre prevenção e estudos desses fenômenos físicos.

O especialista explicou que, através dessas pesquisas, é possível avaliar as descargas atmosféricas, saber de quantos raios ela é composta, a velocidade de propagação das cargas elétricas e qual o tempo entre cada incidência. O professor explicou ainda que, a partir desses dados, fica mais fácil saber o quanto os sistemas elétricos serão afetados pelas sobretensões.

O SIPDA terá a apresentação de 98 trabalhos de pesquisadores de 23 países, além de palestras com professores e pesquisadores com temas sobre o fenômeno e a caracterização das descargas, avanços nas técnicas de detecção e localização e aos métodos de proteção contra seus efeitos.

O evento, que acontece a cada dois anos, vai abordar ainda a proteção de estruturas e instalações, como os efeitos das descargas nos sistemas elétricos e de telecomunicações, o impacto das descargas na qualidade de energia e nas interrupções de fornecimento e a proteção de equipamentos sensíveis. Além da USP, participam da organização do SIPDA o Centro de Estudos em Descargas Atmosféricas e Alta Tensão, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (Seção Sul Brasil) e o Programa Interunidades de Pós-Graduação em Energia da USP.

 

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