Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de outubro de 2019
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Política - Nacional

Com aprovação do plano, Brasil cumpre um dos Objetivos do Milênio


Agência O GloboBRASÍLIA - Com a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), em janeiro deste ano, o Brasil conseguiu alcançar uma meta à qual se comprometeu em 2002, na Cúpula de Johannesburgo, África do Sul. Ali, os 177 países-membros das Nações Unidas se comprometeram a perseguir metas que levem ao desenvolvimento e ao bem-estar da população, os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Um desses compromissos era elaborar um plano de recursos hídricos até 2005.O PNRH, uma imposição da Política Nacional de Recursos Hídricos, estabelecida por lei em 1997, assim, foi criado e, agora, serve como diretriz para que os setores atuem de forma harmônica, explicou osecretário interino de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Márley Caetano de Mendonça.- A questão do conflito pelo uso da água é um problema histórico que temos no país - disse ele.Mendonça ressaltou que, com a existência de um plano macro, que estabelece diretrizes para todos os setores usuários da água no país, criam-se condições para que esses setores façam seu planejamento sem pensar para dentro.Um dos exemplos de conflito pelo uso da água no país se dá entre os setores elétrico e de transportes. Com a construção de barragens para geração de energia elétrica, muda-se o curso e o regime dos rios e, com isso, o transporte hidroviário fica prejudicado. Os planejadores da área de transporte argumentam que nem sempre eclusas para recuperar a navegabilidade dos rios são construídas e os planejadores de geração de energia elétrica se defendem, afirmando que eclusas são construídas sempre quando um reservatório nasce de um rio antes navegável.O professor de engenharia civil e ambiental Demetrios Christofidis, da Universidade de Brasília (UnB), que trabalhou como consultor na elaboração dos Cadernos Setoriais de Recursos Hídricos, acredita que o plano vai unir os setores de maneira integrada. Esse plano tem a vantagem de ser isento, pois foi feito com participação de diversos setores, que atuavam antes de forma fragmentada, destacou Christofidis. Agora, segundo ele, será possível haver "oferta segura e sustentável".Christofidis alerta, no entanto, para a necessidade de capacitar os que trabalham no gerenciamento dos recursos hídricos e os que usam a água, para que todos saibam aproveitar o instrumento político e institucional que é o plano, em favor da conservação da água, tanto do ponto de vista da qualidade quanto da quantidade.- É preciso desenvolver trabalhos de educação ambiental. Todos precisam saber que a água pode ser usada, mas que há meios de usá-la, preservando.

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