Porto Velho (RO) quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
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Política - Nacional

Cabral entra na chapa de Temer e boicote pode não acontecer


Agência Brasil, Luiza Damé - Agência O GloboBRASÍLIA - A bancada do PMDB no Senado vai se reunir nesta quinta-feira, na residência do presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para decidir que rumo vai tomar após a desistência do ex-presidente do STF Nelson Jobim de concorrer à presidência do partido. Como divulgou o jornalista Ricardo Noblat em seu blog, dos 20 senadores do PMDB, 19 haviam decidido boicotar a convenção em solidariedade a Jobim. Nesta quarta, vários entraram na chapa do deputado Michel Temer (SP) .- O objetivo desta reunião é avaliar o impacto da renúncia do ministro Nelson Jobim e o comportamento que nós temos, no Senado, de quase total apoio ao governo - explicou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.Também de acordo com o Blog do Noblat, o governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, autorizou a inclusão do seu nome na chapa de Temer para a convenção do PMDB que no próximo domingo elegerá o novo Diretório Nacional. A pedido de Lula, Cabral apoiou a candidatura de Nelson Jobim para presidente do partido. Como Jobim desistiu nesta terça-feira, Cabral cedeu ao apelo de Temer e entrou na chapa dele, como 6 governadores dos sete que o PMDB elegeu no ano passado.Os peemedebistas que apoiavam a candidatura de Jobim procuraram separar a divisão partidária do apoio ao governo. - O governo não tem nada a ver com esta questão, não está inserido nesta disputa do PMDB, não tem se manifestado nesta posição - declarou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo na Casa.Após uma reunião na liderança do PMDB no Senado, da qual participou também o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), Hélio Costa disse que a bancada peemedebista continuará apoiando o governo e que os problemas internos não prejudicarão a aprovação do PAC.A palavra de ordem agora é a busca da união. O caminho para a acomodação destas correntes é que ainda falta ser definido. O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), por exemplo, considera que o mais certo seria o presidente Michel Temer adiar a convenção de domingo para que as diferentes correntes do partido tentem a formação de uma chapa de consenso.O senador Jucá afirmou que para o Executivo o ideal seria que o partido permanecesse "unido, colaborando com o governo e ajudando o país". Jucá considera que não será fácil chegar a um entendimento com a atual Direção Nacional do PMDB, por causa do tempo curto para a busca do entendimento. Entretanto, Jucá considera que o tempo político não segue o tempo cronológico.- Eu acho difícil, hoje, este quadro, mas em política até o impossível acontece - afirmou.Dilma diz que PMDB é um partido estratégico para o governoA ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta quarta-feira a participação do PMDB no governo, mas evitou entrar em polêmica sobre o espaço do PT no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.- Eu acredito que o governo tem no PMDB um partido estratégico. Seja o PMDB do Senado, seja o PMDB da Câmara, ambos são cruciais para o governo do presidente Lula. Pretendemos que o convívio com os nossos aliados seja o melhor possível - afirmou.

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