Porto Velho (RO) sábado, 20 de abril de 2019
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Política - Nacional

Buarque: 'População vê corrupção, mas bota o dedo para votar no Lula'


Ana Paula de Carvalho - Agência O GloboCURITIBA - O candidato à Presidência pelo PDT, Cristovam Buarque, mostrou-se surpreso com a liderança do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na última pesquisa de intenção de votos. Para ele, apesar das pessoas demonstrarem que estão insatisfeitas, votarão em Lula assim mesmo.- É um fenômeno esquisito em que o coração não casa com o dedo. O coração mostra que o povo está descontente e o dedo quer apertar a tecla do presidente Lula - protestou. - Como a população vê corrupção, mas bota o dedo para votar no Lula? - questionou ele.Em sua passagem por Curitiba neste domingo, o candidato voltou a atacar Lula ao comentar os casos de corrupção.- Ele (Lula) não foi flagrado com a foto como os outros e tem manipulado tão bem a opinião pública que conseguiu separar o PT dele. O PT fez, mas Lula não foi responsabilizado - disse Cristovam.O candidato também afirmou haver uma criminalidade na elaboração do orçamento da União.- Esses (deputados) são os 'Marcolas' da política, saqueando o país. Mesmo os honestos concentram o dinheiro para o grupo que representam - criticou.O ex-ministro da Educação do governo Lula afirmou que a mudança levaria pelo menos 15 anos.- Sou candidato a presidente, não a mágico - brincou.Cristovam Baurque disse que o nível de escolaridade brasileira não chega a 15%, ao contrário das 95% das crianças matriculadas.- Ele (Lula) mente, porque estar matriculado não quer dizer quase nada. Dos 95% dos que estão matriculados, apenas um terço chega ao ensino médio.Além do tema central da campanha, Buarque também adiantou seu programa de governo, que lista 45 itens em cerca de 400 ações.- Meu programa de governo não tem blá-blá-blá, mas traz ações de como fazer para disseminar cultura, distribuir riquezas, diminuir desigualdades, retomar o crescimento, baixar as taxas de juros e equilibrar a previdência - enumerou o senador.Na capital paranaense, onde promoveu café da manhã com jornalistas e correligionários, saiu em carreata pela cidade e almoçou com militantes, Cristovam Buarque recebeu pela primeira vez o apoio do candidato a governador pelo mesmo partido, Osmar Dias (PDT), que havia dividido palanque e ciceroneado o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) em sua visita a Curitiba e já havia declarado abertamente o equívoco da candidatura própria do partido.- Meu voto é para o candidato do meu partido, Cristovam Buarque. É com ele que estou aqui e vou votar com meu partido - definiu Osmar Dias, candidato do PDT ao governo do Paraná, mas irmão do senador Álvaro Dias (PSDB), que lidera a disputa pela reeleição para o Senado.Osmar Dias também se defendeu da presença no palanque de Alckmin na última visita a Curitiba.- A fidelidade partidária é defendida por mim não apenas na legislação, mas também na prática. Eu recebi o Geraldo Alckmin como ato de civilidade da minha parte, assim como o Lula também me convidou para conversar. Acho que quem é candidato a governador tem que conversar com os candidatos de todos os partidos - desconversou Osmar Dias.

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