Porto Velho (RO) quinta-feira, 29 de outubro de 2020
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Política - Nacional

Brasil ganha política nacional de biotecnologia


Agência O Globo BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira um decreto que cria a política de desenvolvimento da biotecnologia que, segundo o governo, deve gerar investimentos de R$ 10 bilhões em recursos públicos e privados nos próximos 10 anos. A meta é tornar o Brasil um dos líderes nesta área. A política terá foco estratégico nas áreas de saúde humana, agropecuária, industrial e ambiental. O objetivo principal é incentivar a competitividade da indústria nacional, aumentar a participação brasileira no comércio internacional e acelerar o crescimento econômico do Brasil. O Brasil é dono de um quinto da biodiversidade mundial, com cerca 200 mil espécies de plantas, animais e microorganismos registradas no país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou decreto que cria o Comitê Nacional de Biotecnologia e institui uma política específica para o setor. - "O que o governo fará é identificar a demanda e criar ferramentas para transformar o conhecimento acumulados nas universidades em produção industrial", explica o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antonio Sergio Martins Mello. Depois de assinar o decreto criando uma política nacional de biotecnologia nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil está fazendo a sua parte para preservar o meio ambiente, hoje seriamente afetado pelo aquecimento global. Lula destacou que, desde 2003, foram reduzidos em 52% o desmatamento da Amazônia e que, com isso, o Brasil conseguiu evitar a emissão de 430 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera no período. - Em vez de arrasar lavouras ou devastar florestas, a biotecnologia e a eficiência da agricultura geraram um corredor produtivo no país - disse. O presidente disse que o objetivo, com a nova política, é equilibrar a equação entre democracia, ciência e economia. Segundo ele, é preciso criar uma ponte entre o desenvolvimento e a natureza. - O Brasil é detentor de 20% das biodiversidades do mundo e detentor de inúmeras florestas, o que nos credencia a ocupar um lugar de destaque no mundo - afirmou Lula. Ele lembrou que os brasileiros já lideram na área de biocombustíveis e que a idéia e replicar essa atuação em outros setores, com destaque para a saúde humana, agropecuária e indústria: - Vamos produzir remédios e vacinas mais baratos, enzimas industriais, alimentos mais nutritivos e avançar em pesquisas científicas. Não há mais tempo a perder. Comitê Nacional Com 17 membros de diversas esferas do governo federal, o Comitê Nacional de Biotecnologia vai gerenciar a política pública para a área e definir as prioridades. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, o comitê é composto por representantes da Casa Civil e de mais sete ministérios: Saúde, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Meio Ambiente, Educação, Desenvolvimento Agrário e Justiça. Também integram o comitê órgãos ligados ao desenvolvimento de pesquisas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Instituições que ajudarão a financiar os projetos, como o BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) também farão parte do comitê. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são os demais integrantes. O comitê vai trabalhar em conjunto com o Fórum de Competitividade em Biotecnologia. Formado por representantes do governo, da sociedade, da comunidade acadêmica, das indústrias e dos trabalhadores, o fórum existe desde o final de 2004 e desenhou o modelo de produção biotecnológica brasileira. Nesse período, foram realizadas 54 reuniões que resultaram em dez estudos aprofundados sobre as áreas com maior potencial de desenvolvimento. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (Abrabi), o faturamento anual do setor no país está estimado entre R$ 5,4 bilhões e R$ 9 bilhões. Dos 28 mil postos de trabalho gerados, 84% estão em micro e pequenas empresas. "A gente quer constituir um parque industrial competitivo e capaz de aumentar a participação brasileira no comércio internacional", explica Mello.

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