Segunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 18 bilhões por causa de pirataria, diz especialista


Agência O Globo BRASÍLIA - O Brasil deixa de arrecadar R$ 18,6 bilhões em impostos ao ano por causa da venda de produtos piratas no segmento de roupas, tênis e brinquedos. O impacto financeiro nessas indústrias é de R$ 46,4 bilhões anuais. As informações são do diretor-executivo da Associação Nacional para Garantia dos Direitos Intelectuais, José Henrique Wener. De acordo com ele, atrás de produtos pirateados muitas vezes está o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas. - Nos Estados Unidos e em países da Ásia Oriental e da Rússia, o mercado clandestino também financia o terrorismo - acrescentou. Citando uma pesquisa feita pelo Instituto Ibope nas principais capitais do país - segundo a qual, 74% dos entrevistados disseram ter comprado algum produto falsificado nos últimos 12 meses -, Wener sugere investir em programas que conscientizem o consumidor sobre as conseqüências geradas pela compra de produtos falsificados. - Se não houver consumo com a demanda pelos produtos, a sua distribuição será diminuída, dando lugar à compra de produtos originais. Uma dessas conseqüências, diz o executivo, é justamente a perda de arrecadação por parte do governo. Em contrapartida, os trabalhadores que estão na informalidade também não contam com os recolhimentos que deveriam ser feitos a favor deles, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Para o diretor, a qualidade dos produtos piratas é outra razão para o consumidor não adquiri-los. - Eles não são fabricados com o mesmo padrão de qualidade que os originais e duram até cinco vezes menos - observa. - O consumidor também precisa saber que não está havendo mais investimentos públicos em geral porque ele está estimulando o mercado informal. Por outro lado, Wener pondera que a existência do comércio informal é "natural" em um país como o Brasil, que tem "grandes diferenças sociais". - Mas isso é preocupante quando se sabe que mais de 55% do mercado brasileiro trabalha na informalidade. Daí a necessidade em promover melhorias na legislação e aumentar o número de delegacias especializadas nesse tipo de crime. - Se o produto está disponível no mercado é porque talvez não tenha havido um plano de reestruturação das autoridades que lidam com o problema no dia-a-dia.

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

STF tem maioria para determinar recálculo de cadeiras na Câmara dos Deputados

STF tem maioria para determinar recálculo de cadeiras na Câmara dos Deputados

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (25) maioria de votos para determinar que a Câmara dos Deputados faça a redistribuição do

Governo Federal se compromete a incluir plano de carreira da ANM na LOA 2024

Governo Federal se compromete a incluir plano de carreira da ANM na LOA 2024

O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (SInagências) conseguiu uma solução direta do governo após intensa articulaç

Deputado estadual Pedro Fernandes será o relator da CPI das Reservas em Rondônia

Deputado estadual Pedro Fernandes será o relator da CPI das Reservas em Rondônia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Reservas foi instaurada em Rondônia para investigar possíveis irregularidades nos processos de criação

Ministro Paulo Pimenta trata sobre parceria entre Rede IFES de Comunicação Pública, Educativa e de Divulgação científica com a EBC e o Governo Federal

Ministro Paulo Pimenta trata sobre parceria entre Rede IFES de Comunicação Pública, Educativa e de Divulgação científica com a EBC e o Governo Federal

Na tarde dessa segunda-feira (06), o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), Paulo Pimenta, esteve r

Gente de Opinião Segunda-feira, 15 de abril de 2024 | Porto Velho (RO)