Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de agosto de 2019
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Política - Nacional

Brasil cai nove posições no ranking global de competitividade


Agência O GloboGENEBRA - O Brasil caiu nove posições no ranking mundial de competitividade, passando do 57ª, em 2005, para a 66ª, em 2006, segundo o Relatório de Competitividade Global 2006-2007 divulgado nesta terça-feira pelo Fórum Econômico Mundial com uma pesquisa realizada entre empresários de 125 países. O estudo mostrou ainda que a Suíça assumiu a liderança do ranking, desbancando os Estados Unidos que caíram seis posições.Segundo o documento, a queda do Brasil no ranking reflete particularmente a posição pobre no pilar macroeconômico, no qual ocupa o 114º lugar, contra 91º do relatório anterior. O estudo, que, no Brasil, foi feito em parceria com a Fundação Dom Cabral e o Movimento Brasil Competitivo, aponta entre os principais problemas do país o elevado déficit público, apontou o estudo, .O relatório apontou que, apesar do grande mercado doméstico brasileiro e da base industrial diversificada, o país não está crescendo na mesma velocidade que outros mercados emergentes.Além dos altos níveis de endividamento público, o Fórum aponta os efeitos negativos no Brasil das altas taxas de juros, "somadas a um ambiente institucional ineficiente, uma cultura de burocracia e uma economia baseada na informalidade".Apesar desse quadro, o Fórum vê algumas perspectivas positivas sobre o Brasil.- Primeiro, houve certo progresso para melhorar a gestão das finanças públicas na última década. Esforços nessa área devem liberar recursos governamentais para investimentos em educação, setor vital para aumentar a competitividade - afirmou o economista-chefe e presidente da Rede de Competitividade Global do Fórum, Augusto Lopez-Claros.- Por último, o Brasil detém uma comunidade de negócios desenvolvida e sofisticada, com bastante capacidade de se adaptar aos desafios de uma economia global de crescente complexidade - acrescentou.Segundo o estudo, Suíça, Finlândia e Suécia são as economias mais competitivas do mundo, seguidas por Dinamarca, Cingapura e EUA, uma economia que nos útlimos anos ocupava a liderança indiscutível dessa lista de países e que agora vem apresentando um retrocesso mais acentudado, caindo do primeiro para o sexto posto.Completam o ranking dos países com economias mais competitivas o Japão, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Na região da América Latina e Caribe, o Chile é o país que, mais uma vez, ocupa o topo na região (27º da lista), seguido por Costa Rica (53º), Panamá (57º) e México (58º).- Isso não significa que os EUA não continue sendo uma das economias amis competitivas do mundo - disse o economista-chefe da instituição, Augusto López-Claros.Segundo ele, a competitividade geral do país está ameaça por grandes desequilíbrios macroeconômicos, em particular pelos crescentes níveis de dívida pública associados aos déficits fiscais.A pesquisa mostra ainda que seu ranking relativo, os EUA se mantêm vulneráveis a um possível ajuste desordenado destes desequilíbrios, incluídos os historicamente altos déficits comerciais.- A Suíça dispõe de uma infra-estrutura muito bem desenvolvida em matéria centífica e de tecnologia - disse López-Claros, ressaltando que naquela país existe uma estreita colaboração entre centros de pesquisa e empresas.O Fórum, instituição privada com sede em Genebra, explicou que essas listas são elaboradas combinando dados públicos objetivos e os resultados da pesquisa anual realizada neste ano entre 11 mil empresários.A metodologia foi desenvolvida pelo professor espanhol Xavier Sala y Martín, da Universidade de Columbia."A introdução do Índice de Competitividade Global é uma extensão lógica do trabalho sobre competitividade realizado pelo Fórum - disse López-Claros.O documento contribui para "compreender melhor os fatores que determinam o crescimento econômico e ajudará a explicar por que alguns países conseguem melhor do que outros aumentar os níveis de renda e as oportunidades de seus respectivos habitantes", disse Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo da instituição em comunicado.A lista de países pesquisados foi ampliada a algumas das economias menos desenvolvidas, como as de Angola, Barbados (que se situa acima de uma economia européia como a da Itália (42º), Burquina Faso, Burundi, Lesoto, Mauritânia, Nepal, Suriname e Zâmbia.Assim como nos útlimos anos, os países nórdicos se mantêm em posições destacadas, como a Finlândia (2º), Suécia (3º) e Dinamarca (4º), figurando entre as dez economias mais competitivas, já que registraram importantes superávits orçamentários e têm uma média de dívida pública inferior ao do restante da Europa.Entre as demais economias mundiais, a Rússia passou do posto 53 em 2005 para 62, neste ano. Segundo o documento, isso é explicado porque naquele país "o setor privado tem sérios receios sobre a administração da justiça"."A reparação legal na Rússia não é rápida, nem transparente, nem barata, diferentemente das economias mais competitivas do mundo", diz o documento.Na Ásia, Cingapura lidera a lista, no 5º lugar, seguido pelo Japão (7º), Hong Kong (11º) e Taiwan (13º). Coréia do Sul ocupa o 24º posto, Índia (43º), enquanto a China caiu do 48º para o 54º, "caracterizada por um comportamento heterogêneo".

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