Porto Velho (RO) terça-feira, 22 de setembro de 2020
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Política - Nacional

Bate-boca público entre Lula e Tasso esquenta disputa


Cristiane Jungblut, Adriana Vasconcelos e Luiza Da - Agência O Globo BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, travaram um bate-boca público nesta terça-feira. De acordo com reportagem publicada pelo jornal "O Globo", Tasso acusou o governo Lula de ter institucionalizado a corrupção e disse que isso está contaminando o processo eleitoral, com risco de o país enfrentar uma crise institucional. Poucas horas depois, o presidente Lula deu entrevista para rebater. Ele cobrou mais responsabilidade do dirigente tucano e disse que falta a Tasso calma e sensatez. Lula disse que Tasso terá que provar o que fala e que o tucano deve ser responsável por suas declarações. Irônico, Lula disse que em momentos adversos as pessoas ficam insensatas e nervosas. - O Tasso Jereissati, como presidente de um partido importante, tem que ter um pouco mais de responsabilidade naquilo que fala. Ele, mais do que ninguém, conhece o processo histórico e eleitoral desse país. Ele, em algum momento, deve ter sabido de coisas que eu não sei - disse Lula, acrescentando: - Se ele fala isso, em algum momento ele tem que provar porque são muitos partidos que estão disputando as eleições. Muitos candidatos. Só posso dizer o seguinte: ele já é responsável demais para dizer as coisas que ele queira dizer. Ao tomar conhecimento da reação de Lula a seu discurso, Tasso reiterou à noite as acusações contra o governo: - Eu pensei muito antes de fazer esse pronunciamento, e fiz justamente em razão da responsabilidade que tenho. Como homem público, não poderia ficar calado. Estamos presenciando a eleição mais corrupta do país. Esses escândalos contaminaram o processo eleitoral totalmente e, se continuar assim, poderemos entrar numa crise institucional - rebateu Tasso. Fugindo ao estilo quase sempre polido, Tasso perdeu a paciência quando o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu um aparte e disse que o esquema dos sanguessugas teria tido início no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. - Isso é gracinha de quem quer se esconder com ar de inocente, de santo, de bonzinho, de homem mais perfeito e puro. Se fizer isso, é uma grande fraude. A questão do orçamento existiu sempre e lembro-me do episódio dos anões do Orçamento. Mas não no ponto em que chegou agora. Vossa excelência sabe como o orçamento está sendo feito por vários gatunos do seu partido e até do meu. Mas ao contrário do PT, não vou varrer nada para debaixo do tapete. Vou expulsar quem estiver envolvido - reagiu Tasso, acrescentando que ainda ontem trataria do assunto numa reunião da executiva nacional do PSDB.

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