Porto Velho (RO) quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
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Política - Nacional

Aumento do salário-mínimo aumentará o déficit da Previdência


Germano Oliveira - Agência O Globo SÃO PAULO - O aumento no salário-mínimo para R$ 380 provocará um forte impacto nas contas públicas e aumentará o déficit da Previdência, segundo a assessoria econômica da FecomércioSP. - São 16 milhões de pensionistas. O aumento de R$ 30 no salário-mínimo levará a um impacto de R$ 6 bilhões na Previdência, ou R$ 1 bilhão a mais se o salário-mínimo tivesse sido fixado em R$ 375 como queria o ministro Mantega (Guido Mantega, da Fazenda). Assim, se o governo mantiver o superávit em 4,25% do PIB, terá que cortar gastos de outros setores ou reduzir ainda mais a sua capacidade de investimento, que já é de 1% do PIB - disse Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomércioSP). A economista entende que esse aumento nos gastos na Previdência não compensará o dinheiro que o salário mínimo injetará na economia. - Como 10 milhões de brasileiros ganham salário-mínimo, o aumento de R$ 30, significará R$ 4 bilhões a mais na economia. Mas esse é um valor desprezível pois ele terá um impacto de apenas 0,4% no que as famílias consomem. Assim, o aquecimento do comércio será irrisório, se comparado aos efeitos nocivos que o aumento terã nos gastos públicos - completou Fernanda Della Rosa. Ela acha que o ideal seria desvincular o aumento do salário mínimo dos pagamentos de pensionistas. - O aumento do salário-mínimo para R$ 380 significa um aumento real de 5,40%. No ano passado, ao aumentar de R$ 300 para R$ 350, o aumento real já foi de 11%. Nesse ritmo, a Previdência não aguenta sem reformas - disse a economista da Fecomércio. Para o empresário Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Indústrias de Base e da Infraestrutura (Abdib), o aumento do salário-mínimo acima do que previa o Orçamento anterior, trará de volta em 2007 a necessidade de se fazer nova reforma na Previdência. - Vamos ter que retomar a agenda da reforma da Previdência. O maior impacto ao aumento do salário para R$ 380 será no déficit da Previdência. Embora o salário-mínimo ainda afete a iniciativa privada porque ele é referência em várias empresas do país, o maior efeito é nas contas públicas. O que não pode acontecer é que para tapar esse déficit se aumente a carga tributária. As empresas não suportam mais aumento de impostos. Por outro lado, o governo também não pode fazer cortes nos investimentos. Sem os investimentos públicos, o governo terá que retomar também a agenda de atrair investimentos privadas para melhorar a infraestrutura do país. E para que isso seja possível, o governo vai ter que reduzir impostos e a taxa de juros - disse Paulo Godoy.

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