Porto Velho (RO) quarta-feira, 4 de agosto de 2021
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Política - Nacional

Atletas definem o futebol como meio de educação e inclusão social



Jogadores da seleção brasileira como Raí, Leonardo, Cafu, Jorginho e Ronaldinho Gaúcho já trouxeram ao Brasil importantes títulos mundiais, inclusive em Copas do Mundo. Mas não só no esporte eles mudaram a história: milhares de meninos e meninas recebem apoio desses jogadores e ex-jogadores em projetos sociais de cidadania e educação que mudam a perspectiva de futuro e trazem novas alternativas de sobrevivência longe da criminalidade.

O sonho de alguns atletas é, ao parar de jogar, abrir novos projetos para usar o futebol como ferramenta de inclusão social infantil. Um deles é o goleiro Júlio César, que durante a gravação feita pelo Conselho Nacional de Justiça na última quinta-feira, na Granja Comary, revelou sua intenção de assistir crianças carentes depois de deixar os gramados.

Júlio César gravou mensagens que serão transmitidas a partir deste domingo, 12 de outubro, data de lançamento do programa “Nossas Crianças”. A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é voltada à proteção aos direitos da infância.

Comandado pelo Poder Judiciário brasileiro, “Nossas Crianças” levará juízes de todo o País a atuar, em parceria com a sociedade, no combate à prostituição infantil, ao seqüestro de crianças e ao envolvimento delas na criminalidade. Além disso, a campanha divulgará o Cadastro Nacional de Adoção (que abriu a possibilidade de uma lista unificada nacionalmente de candidatos a pais e crianças que esperam por uma família) e a necessidade do registro civil ser feito ainda nos primeiros dias de vida. A participação da CBF e dos jogadores será dar publicidade aos projetos e falar na mídia sobre a importância de proteger os direitos dos pequenos.

Heróis na sala de aula

Dentro da própria seleção brasileira atual é possível encontrar um desses jogadores que investem na infância: Jorginho, o assistente de Dunga, comanda um instituto de 930 crianças que há oito anos tem a missão de transformar pessoas de seis a 17 anos. “É impressionante o poder do esporte social – aquele direcionado à inclusão, não necessariamente de alto rendimento – no aprendizado ." O segredo, segundo ele, é levar os heróis do futebol à sala de aula.

Na aula de Geografia, as crianças estudam Brasília e sua importância política como a cidade de onde o Lúcio e o Kaká nasceram. Também descobrem o poder econômico de São Paulo, o estado do jogador Robinho, e na matemática e na física, os conceitos de velocidade, aceleração e atrito são tirados de dentro do campo. E assim é feito em todas as disciplinas. “Todos eles passam de ano na escola”, comenta Jorginho.

Fonte: STF

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