Porto Velho (RO) quinta-feira, 16 de agosto de 2018
×
Gente de Opinião

Política - Nacional

Analfabetismo persiste no país


Agência O GloboBRASÍLIA - Prioridade no primeiro ano do governo Lula, o combate ao analfabetismo já consumiu mais de R$ 700 milhões do programa Brasil Alfabetizado, do MEC. O dinheiro é suficiente para atender 7,1 milhões de adultos, mas surtiu pouco efeito, pelo menos segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. Em 2003, a Pnad estimou que 11,54% dos brasileiros acima de 15 anos eram analfabetos. Em 2005, eram 11,05%. Pior: em números absolutos, o universo até cresceu, acompanhando o crescimento populacional. O aumento foi de 14,7 milhões para 14,9 milhões, mais do que a soma dos habitantes do Paraguai e da Bolívia.A evasão no Brasil Alfabetizado atinge até 50% dos alunos, segundo relatório do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão ligado à Presidência da República. O MEC nega. Segundo o secretário Ricardo Henriques, a evasão é em torno de 20%. Os outros 30% seriam alunos que faltam muito, prejudicando o aprendizado.Entidades consideram Programa Brasil Alfabetizado insuficienteO Brasil Alfabetizado é insuficiente para ensinar jovens e adultos a ler e escrever, avaliam entidades parceiras do programa do Ministério da Educação. Para melhorar a qualidade dos cursos, elas investem recursos próprios além do previsto nos convênios. É o caso do Serviço Social da Indústria (Sesi), maior parceiro do Brasil Alfabetizado, e da Alfasol (Alfabetização Solidária), organização não-governamental criada no governo Fernando Henrique. Parceiro desde 2003, o Sesi aplicou R$ 76 milhões nos últimos três anos para atender cerca de 900 mil analfabetos.A gerente de projetos de Educação de Jovens e Adultos do Sesi, Eliane Martins, diz que o objetivo foi criar uma rede de supervisão formada por professores com diploma de nível superior para orientar o trabalho dos alfabetizadores, a maior parte sem diploma. Como os recursos repassados pelo MEC cobrem apenas a formação inicial, que consiste num breve curso para o professor antes do início das aulas, o Sesi contrata supervisores, que fazem inspeções in loco.A Alfasol investiu R$ 22 milhões, nos últimos três anos, para atender 499 mil alunos. A entidade mobiliza 212 instituições de ensino superior, que cedem professores para orientar a alfabetização. O deslocamento dos professores até os locais dos cursos é custeada pela Alfasol. Apesar do esforço, 60% dos alunos da Alfasol terminam o curso sem saber escrever frases corretamente. Nas turmas do Sesi, a evasão é de cerca de 20%. Dos alunos que terminam o curso, até 25% não aprendem. Amanhã o Sesi divulga avaliação própria com seus estudantes. Leia a reportagem completa no jornal "O Globo" deste domingo.

Mais Sobre Política - Nacional

Grupo Abril pede recuperação judicial

Grupo Abril pede recuperação judicial

O grupo Abril entrou com um pedido recuperação judicial nesta quarta-feira (15); plano de recuperação judicial será mostrado aos credores em até 60 di

Sonegação de R$ 26 bi do Itaú vai a julgamento. É a maior da história

Sonegação de R$ 26 bi do Itaú vai a julgamento. É a maior da história

Está revogada a decisão do Carf que havia livrado o banco de pagamento de multa de R$ 26 bilhões por sonegação de impostos; é a maior da história...

Bancários se manifestam em Brasília em defesa de bancos públicos

Bancários se manifestam em Brasília em defesa de bancos públicos

Bancários protestam contra as resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da Uni

Trabalhadores de todas as idades já podem sacar cotas do Pis/Pasep

Trabalhadores de todas as idades já podem sacar cotas do Pis/Pasep

Trabalhadores de todas as idades que tiverem direito a cotas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servid