Porto Velho (RO) segunda-feira, 10 de agosto de 2020
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Política - Nacional

Analfabetismo persiste no país


Agência O Globo BRASÍLIA - Prioridade no primeiro ano do governo Lula, o combate ao analfabetismo já consumiu mais de R$ 700 milhões do programa Brasil Alfabetizado, do MEC. O dinheiro é suficiente para atender 7,1 milhões de adultos, mas surtiu pouco efeito, pelo menos segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. Em 2003, a Pnad estimou que 11,54% dos brasileiros acima de 15 anos eram analfabetos. Em 2005, eram 11,05%. Pior: em números absolutos, o universo até cresceu, acompanhando o crescimento populacional. O aumento foi de 14,7 milhões para 14,9 milhões, mais do que a soma dos habitantes do Paraguai e da Bolívia. A evasão no Brasil Alfabetizado atinge até 50% dos alunos, segundo relatório do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão ligado à Presidência da República. O MEC nega. Segundo o secretário Ricardo Henriques, a evasão é em torno de 20%. Os outros 30% seriam alunos que faltam muito, prejudicando o aprendizado. Entidades consideram Programa Brasil Alfabetizado insuficiente O Brasil Alfabetizado é insuficiente para ensinar jovens e adultos a ler e escrever, avaliam entidades parceiras do programa do Ministério da Educação. Para melhorar a qualidade dos cursos, elas investem recursos próprios além do previsto nos convênios. É o caso do Serviço Social da Indústria (Sesi), maior parceiro do Brasil Alfabetizado, e da Alfasol (Alfabetização Solidária), organização não-governamental criada no governo Fernando Henrique. Parceiro desde 2003, o Sesi aplicou R$ 76 milhões nos últimos três anos para atender cerca de 900 mil analfabetos. A gerente de projetos de Educação de Jovens e Adultos do Sesi, Eliane Martins, diz que o objetivo foi criar uma rede de supervisão formada por professores com diploma de nível superior para orientar o trabalho dos alfabetizadores, a maior parte sem diploma. Como os recursos repassados pelo MEC cobrem apenas a formação inicial, que consiste num breve curso para o professor antes do início das aulas, o Sesi contrata supervisores, que fazem inspeções in loco. A Alfasol investiu R$ 22 milhões, nos últimos três anos, para atender 499 mil alunos. A entidade mobiliza 212 instituições de ensino superior, que cedem professores para orientar a alfabetização. O deslocamento dos professores até os locais dos cursos é custeada pela Alfasol. Apesar do esforço, 60% dos alunos da Alfasol terminam o curso sem saber escrever frases corretamente. Nas turmas do Sesi, a evasão é de cerca de 20%. Dos alunos que terminam o curso, até 25% não aprendem. Amanhã o Sesi divulga avaliação própria com seus estudantes. Leia a reportagem completa no jornal "O Globo" deste domingo.

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