Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
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Política - Nacional

Aeronáutica nega existência de 'ponto cego' no espaço aéreo brasileiro


Agência O GloboRIO - A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta segunda-feira uma nota negando a existência de um 'ponto cego' no espaço aéreo brasileiro. De acordo com a nota, na faixa utilizada pela aviação comercial, 30 mil pés, não existe "buraco negro".Apesar disso, a aeronáutica admite que abaixo de 20 mil pés podem existir áreas com detecção limitada, "onde, porém, o fluxo de tráfego aéreo é menos significativo e onde há cobertura rádio VHF, com alternativa em HF, para auxílio à navegação e controle".A nota explica ainda que o alcance de um radar fica mais limitado quanto menor for a altitude da aeronave, o que pode deixar um avião que esteja voando em altitudes mais baixas do que as preferencialmente utilizadas pela aviação comercial sem cobertura de radar. A nota, no entanto, justifica "que não representa, em momento algum, problema para a aviação civil".Ainda de acordo com o comunicado, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), afirma que a longo prazo pretende estabelecer a cobertura de radares a 10.000 pés em todas as aerovias brasileiras. Eles explicam que hoje são utilizadas aeronaves decontrole e alarme aéreo para a detecção e vigilância de vôos à baixa altitude.Leia a íntegra da nota:"ESCLARECIMENTOS SOBRE A COBERTURA RADAR NO PAÍS/'A respeito de reportagens veiculadas sobre a existência de "buracos" no espaço aéreoutilizado pela aviação comercial, o Centro de Comunicação Social da Aeronáuticapreparou um material de apoio sobre o assunto, com o objetivo de contribuir com otrabalho jornalístico e corrigir imprecisões de entendimento:"1) Conforme informado pelo Comandante da Aeronáutica na semana passada, em audiência pública no Senado Federal, não existe "buraco negro" na faixa de altitude utilizada pela aviação comercial (30 mil pés)."2) Abaixo de 20 mil pés, podem existir áreas com detecção limitada, onde, porém, o fluxo de tráfego aéreo é menos significativo e onde há cobertura rádio VHF, comalternativa em HF, para auxílio à navegação e controle;"3) Diante da confusão de entendimento, torna-se necessário explicar ofuncionamento de um radar para a sociedade:"a) O alcance radar diminui proporcionalmente em relação à altitude da aeronavedetectada, devido ao "horizonte-radar" (veja desenho abaixo). Não é umadeficiência de infra-estrutura, mas uma questão física."b) Em razão desse fator, para aeronaves voando em altitudes mais baixas do queas preferencialmente utilizadas pela aviação comercial, existem pontos noespaço aéreo terrestre que poderão não ter cobertura radar, o que nãorepresenta, em momento algum, problema para a aviação civil;"c) O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), no seu planejamentoa longo prazo, busca estabelecer a cobertura de radares a 10.000 pés, emtodas as aerovias brasileiras;"d) A estratégia utilizada foi a de implantar radares fixos nas principais cidadesbrasileiras e utilizar radares transportáveis para cobrir inopinadamente asáreas de interesse operacional. Além disso, são utilizadas aeronaves decontrole e alarme aéreo (R-99) para a detecção e vigilância de vôos à baixaaltitude, como elemento surpresa da vigilância do espaço aéreo;"e) Essa estratégia é a adotada por todos os países do mundo devido ao elevadocusto para recobrir todo o território com radares de detecção de aeronaves àbaixa altitude. Por exemplo, somente na região Amazônica, seriam necessáriosmais de 600 radares para realizar esse recobrimento à baixa altitude."4) Desse modo, podem existir, dependendo do nível de vôo, alguns espaçosmenores sem cobertura radar, onde o controle é feito de modo convencional, pormeio da comunicação de rádio entre controladores e pilotos, e com oacompanhamento das aeronaves por meio de fichas de progressão de vôo (strips)."É importante observar que se voa dessa maneira em diversas partes do mundo,em muitos países e, principalmente, sobre áreas oceânicas, sem que issorepresente risco para o transporte aéreo. "5) De fato, o Brasil poderia ter seu tráfego aéreo controlado por meio apenas decomunicações via rádio, sem prejuízo à segurança de vôo. Os radares sãoutilizados (além da vigilância do espaço realizada pela defesa aérea) para permitirque o sistema possa diminuir o espaçamento entre as aeronaves e controlar maisvôos no mesmo espaço aéreo. "6) Nos níveis de altitude sem cobertura radar, em determinadas áreas do interior dopaís, não há tráfego aéreo significativo. Logo, não necessitam de urgência nem decobertura de radares para diminuir o espaçamento entre aeronaves. Odistanciamento entre aeronaves sob controle "convencional" é suficiente para lidarcom segurança com o tráfego aéreo existente nessas aéreas."7) É importante observar que o radar é uma ferramenta de auxílio ao controle detráfego aéreo.CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA"

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