Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
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Política - Nacional

Acordo entre Caixa e Fit prevê até R$ 480 milhões do PAC para financiar 6 mil imóveis em um ano


Agência O globoSÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal (CEF) assinou hoje com a FIT, nova empresa da Gafisa, o primeiro projeto de um acordo que prevê a garantia de financiamento de apartamentos populares. Nesse empreendimento serão 224 apartamentos, o que equivale a um montante de R$ 22,3 milhões, mas ao longo de um ano serão alocados entre R$ 400 milhões e R$ 480 milhões derivados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para financiamento de 6 mil unidades construídas pela empresa.A Caixa considera o acordo importante por ser o primeiro contrato assinado no âmbito do PAC do governo, que oferece garantias de financiamento ao consumidor final e permite maior planejamento por parte das empresas do setor, o que estimula a expansão do segmento e, por conseqüência, da economia. O aporte, entretanto, é tímido se for considerado o orçamento total da Caixa para financiamento imobiliário neste ano, de R$ 17,4 bilhões.Apesar disso, esse primeiro empreendimento que sela o acordo feito com recursos do PAC não é exatamente destinado a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, faixa de maior déficit habitacional do país e que é o nível preferencial de atendimento pelas diretrizes do programa, admitiu o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda. "Precisávamos mostrar alguma coisa concreta", explicou o executivo.Nesse caso específico, o imóvel de R$ 75 mil financiado integralmente pela Caixa teria prestações de R$ 350 na fase de obras e de R$ 700 mensais na fase de finalização, o que requer um faixa de renda entre oito e nove salários mínimos mensais. O acordo, no entanto, prevê projetos que contemplem imóveis de R$ 55 mil a R$ 130 mil por unidade, com prazo máximo de 240 meses de financiamento e taxa de juros a partir de 6% ao ano.Hereda ressalta, porém, que o mais importante do acordo não é esse único empreendimento que dá início à parceria com a FIT, empresa criada pela Gafisa para explorar o mercado imobiliário para faixas de renda mais modestas. " Nosso compromisso é conseguir baixar esse mínimo de R$ 55 mil (por unidade). Uma faixa mais baixa, de R$ 40 mil (por unidade), por exemplo, vai depender da evolução dessa parceria " , diz o dirigente.Hereda admite que é difícil equacionar o problema da falta de moradia para a baixa renda, sobretudo em São Paulo, mas acredita que acordos desse tipo, que dão aos empreendedores um horizonte de pelo menos quatro anos de demanda financiada, oferece uma solução significativa para o mercado. Por isso, a intenção da Caixa a partir de agora é conquistar outros parceiros do setor em modelos como esse para ampliar a oferta." É preciso ganhar escala para chegar nas faixas mais baixas de renda e para construir mais rápido. Hoje temos um exemplo do que vai acontecer " , disse Hereda, durante a cerimônia de assinatura do contrato. O presidente da Gafisa, Wilson Amaral, e o diretor-superintendente da FIT, Walter Silva, estavam presentes no evento, mas não comentaram detalhes do acordo devido ao período de silêncio exigido pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), após o lançamento das ações da empresa em Nova York, no último dia 16.(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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