Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Polícia

Vereadores mandam polícia agredir estudantes


Vereadores mandam polícia agredir estudantes - Gente de Opinião

Centenas de Estudantes da rede pública estadual, da Universidade Federal de Rondônia e população em geral concentraram-se em frente à Câmara Municipal de Rolim de Moura na tarde desta quinta-feira, 30, para protestar pela quarta vez contra o aumento abusivo no salário de vereadores que, se aprovado, chegará a 8 mil reais. A manifestação contou com o apoio de professores da rede pública, funcionários públicos municipais e professores da UNIR.

Quando procuraram adentrar o espaço reservado ao público, uma barreira formada por empresa de segurança privada proibiu o acesso dos manifestantes, por decisão dos vereadores. A ordem dos vereadores era clara: nenhum estudante poderia adentrar o recinto, mesmo com a apresentação de documento de identificação. Com gritos de “queremos entrar!” os estudantes continuaram protestando na porta do plenário. Neste instante, policiais militares reforçaram a segurança da câmara, alegando que o impedimento era legal e exigiam que cada presente apresentasse documentos. Questionados sobre a ilegalidade de tal ato, seguranças e policiais não apresentaram qualquer documento oficial ou mesmo qualquer determinação judicial para impedir o acesso.Vereadores mandam polícia agredir estudantes - Gente de Opinião

O Ministério Público foi acionado pelos estudantes, tendo em vista que as sessões da Câmara são abertas ao público, mas, antes medo da chegada desse órgão a polícia militar passou a agredir estudantes, armados com fuzis e pistolas. Os estudantes não se intimidaram e se defenderam das agressões. Um professor que tentou intervir para acalmar um policial foi chamado de “vagabundo”. Enlouquecido, um policial quis deter o professor e o empurrou ao chão, momento em que estudantes interviram para proteger o professor. Em seguida o comandante da guarnição ofendeu estudantes chamando-as de “vacas”, “coisa nojenta” e praticou homofobia chamando um estudante de “bichona”. Inconformados com atitude autoritária que remonta o período da ditadura militar brasileira, estudantes gritavam “polícia pra ladrão, pra estudante não!”. Não satisfeito com as agressões físicas e verbais o policial passou a ameaçar o professor.

Com o tumulto, os vereadores acabaram não discutindo a matéria que previa o aumento, no momento em que o MP adentrou o recinto para solicitar a abertura da porta, os vereadores encerraram às portas fechadas a sessão. Foi a quarta vez que os vereadores não discutem a matéria em virtude dos protestos populares. Em seguida, com a vitória do protesto os estudantes e populares realizaram uma manifestação nas ruas de Rolim de Moura denunciando o aumento de R$ 8.000,00, o impedimento de assistirem à sessão da Câmara e as agressões verbais e físicas praticadas pela Polícia Militar.

Revoltada, uma comerciante que acompanhou de perto a manifestação, desabafou “e ainda dizem que vivemos num estado democrático de direito? Numa democracia? Isso é um absurdo!”. Outro popular que se dirigiu à Câmara e ficou indignado com a ação truculenta da PM a mando dos vereadores, acompanhou de bicicleta todo o protesto. “Eu me solidarizo com os estudantes e na próxima manifestação convidarei meus vizinhos a participar”, conclui. “Querem nos calar, mas não impedirão o protesto popular. Nossa causa é justa e temos o apoio do povo”, foi enfático um estudante da Escola Priscila Chagas.

“Um jornaleco de nome ‘Hoje Cidade’ vinculado a um candidato a prefeito tem dito que nossa manifestação é um retrocesso ao defendermos a campanha de não votar. Quando defendemos isso, queremos denunciar que vivemos numa falsa democracia. Pra proteger corruptos inventam leis, mas para o povo é só mais repressão”, denunciou um estudante da escola Maria Rabelo. “Os vereadores dizem que nós os ameaçamos com a palavra de ordem ‘vereador, tome cuidado, tem estudante revoltado’. O que pode fazer os estudantes em uma manifestação? Eles sim podem reprimir os protestos com violência policial, além de aumentarem os salários, as verbas de gabinete e alguns, inclusive, comprarem votos!”, foi incisivo um estudante da Escola Tancredo Neves. Os protestos continuam com mobilizações nas redes sociais e nas ruas.

Fonte: Monclate

Gente de OpiniãoSábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Polícia Civil apreende mais de mil comprimidos de ecstasy durante operação integrada em Porto Velho

Polícia Civil apreende mais de mil comprimidos de ecstasy durante operação integrada em Porto Velho

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (DENARC), apreendeu 1.046 comprimidos de droga sintética c

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados por de crime sexual contra adolescente em Porto Velho

Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra investigados por de crime sexual contra adolescente em Porto Velho

Na manhã desta segunda-feira (1º de junho), a Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente

Polícia Civil de Rondônia deflagra “Operação Dose Extraoficial” para apurar comercialização irregular de medicamentos em clínica estética

Polícia Civil de Rondônia deflagra “Operação Dose Extraoficial” para apurar comercialização irregular de medicamentos em clínica estética

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por intermédio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (DECON), deflagrou, na manhã desta qu

Polícia Civil apreende drogas e cigarros eletrônicos em operação contra o tráfico no ambiente escolar em Jaru

Polícia Civil apreende drogas e cigarros eletrônicos em operação contra o tráfico no ambiente escolar em Jaru

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Jaru, com apoio da Polícia Militar, realizou nesta quarta-feira (27) u

Gente de Opinião Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)