Terça-feira, 31 de julho de 2012 - 10h11
A ousadia dos bandidos, aliada à carência de policiamento em alguns municípios mais afastados da BR-364 e, principalmente, pela falta de equipamentos de seguranças nas agências bancárias, voltou a transformar Rondônia num campo de guerra.
Somente nos três últimos dias dois novos casos de explosão de caixas-eletrônicos, assalto e utilização de reféns aconteceram no Estado, desta vez, com duas pessoas mortas.
O primeiro ocorreu na madrugada do último domingo (29/7), no município de Rio Crespo, quando um bando explodiu o caixa eletrônico de um Posto de Atendimento Avançado do Bradesco. Ao serem surpreendidos pela Polícia Militar, os criminosos utilizaram várias pessoas como refém, transformando-as em um legítimo ‘paredão humano’ para, assim, conseguirem fugir.
As informações das autoridades dão conta de que os bandidos não conseguiram levar nenhuma quantia em dinheiro e que teriam conseguido fugir após atear fogo num dos veículos da fuga em cima de uma ponte. Informações desencontradas também dão conta de uma suposta morte de um dos reféns.
O segundo caso se deu no município de Cacaulândia na madrugada desta terça-feira (31), quando assaltantes fortemente armados explodiram dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil e, na fuga, em troca de tiros com a guarnição local, atingiram a cabeça de um policial militar que, não resistindo aos ferimentos, veio a óbito.
As informações mais recentes dão conta de que a guarnição da Polícia Militar daquela pequena cidade era composta por apenas dois policias, o que comprova a carência no efetivo policial nestas regiões mais remotas do Estado.
Até ontem, segundo dados oriundos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), 28 pessoas – entre funcionários, vigilantes, clientes, usuários, populares e policiais – perderam a vida nestes crimes que assolam o sistema financeiro do país. Com essas duas mortes ocorridas nos últimos dias em Rondônia, o número chega a 30.
“Estamos há meses falando sobre este legítimo clima de terror que se instalou no Estado, uma violência sem fim dentro e fora das agências bancárias e demais segmentos do ramo financeiro. É imperativo que as autoridades dêem uma resposta rápida e eficiente à sociedade, prendendo estas quadrilhas que agora transformaram a rotina do cidadão rondoniense num sentimento generalizado de insegurança”, avaliou José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia – SEEB/RO, que também volta a questionar a desobediência dos bancos em não cumprir com as leis de segurança bancária e onde são determinadas as adoções de mecanismos de segurança dentro e fora das unidades.
Fonte: Rondineli Gonzalez
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