Porto Velho (RO) domingo, 24 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Polícia

PSDB vai se calar sobre o chefe da quadrilha?


Gente de Opinião

247 - Até agora, os principais caciques tucanos, que se pintaram de moralistas para promover o golpe de 2016 e assaltar o poder, ainda não se manifestaram sobre o inquérito aberto contra Michel Temer por roubos no porto de Santos e o organograma que o aponta como chefe do quadrilhão.

O senador Aécio Neves, multidelatado nas investigações da Lava Jato, até o momento não se manifestou. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já chegou a pedir a renúncia de Michel Temer e a realização de eleições diretas, também se calou. 

Os presidenciáveis Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e João Doria, prefeito da capital paulista, também não se manifestaram. E o motivo óbvio: é o PSDB quem dá sustentação à quadrilha (segundo a PF) que governa o Brasil. 

Leia abaixo reportagem da agência Reuters sobre o novo inquérito contra Michel Temer: 

Barroso abre inquérito contra Temer por corrupção e lavagem de dinheiro em decreto dos portos

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir nesta terça-feira um novo inquérito contra o presidente Michel Temer sob a suspeita, a partir da delação de executivos da J&F, de que ele possa estar envolvido num esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto que mudou regras portuárias.

No pedido de abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que interceptações de conversas telefônicas, autorizadas pelo STF, indicaram que o ex-assessor especial de Temer Rodrigo Rocha Loures teria atuado no governo para garantir a edição do decreto a fim de prorrogar os contratos de concessão e arrendamento portuários, o que era defendido pela Rodrimar.

Para Janot, há indícios de cometimento de crimes nos diálogos, porque a edição do decreto pelo presidente contemplou, ao menos em parte, os interesses da empresa. Há a suspeita de pagamento de propina a Rocha Loures e Temer.

Em sua decisão, Barroso disse haver elementos suficientes para instaurar o inquérito.

"Os elementos colhidos revelam que Rodrigo Rocha Loures, homem sabidamente da confiança do presidente da República, menciona pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses ilícitos para o próprio presidente da República, em troca da edição de ato normativo de específico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S/A", disse.

O ministro do STF afirmou que, nessa fase da investigação, não se precisa do "rigor aplicável" quando se compara com o momento de julgamento de uma eventual recebimento de uma denúncia, quando o acusado poderá virar réu em um processo.

Na decisão, Barroso afirmou que a ninguém deve ser indiferente o "ônus pessoal e político" de ser uma autoridade pública de figurar como investigado, notadamente o presidente.

"Mas este é o preço imposto pelo princípio republicano, um dos fundamentos da Constituição brasileira, ao estabelecer a igualdade de todos perante a lei e exigir transparência na atuação dos agentes públicos. Por essa razão, há de prevalecer o legítimo interesse social de se apurarem, observado o devido processo legal, fatos que podem se revestir de caráter criminoso", decidiu Barroso.

REDISTRIBUIÇÃO

Na semana passada, a Reuters antecipou que o ministro Edson Fachin havia deixado a relatoria desse caso e pedido para que a presidente do STF, Cármen Lúcia, redistribuísse a apuração preliminar aberta.

No final de junho, no mesmo dia em que ofereceu denúncia contra Temer por corrupção passiva, Janot pediu a abertura de um novo inquérito contra o presidente e Rocha Loures para investigar a suspeita de pagamento de propina a ambos para edição do decreto que interessava à empresa Rodrimar S/A.

Temer já é investigado em outro inquérito no Supremo e poderá, ainda esta semana, ser denunciado por Janot por chefiar uma organização criminosa e obstruir à Justiça.

Procurada pela Reuters, a Secretaria de Comunicação da Presidência não comentou imediamente a abertura do novo inquérito.

Mais Sobre Polícia

Lourenço renuncia à presidência da Cesp, após ação da PF

Lourenço renuncia à presidência da Cesp, após ação da PF

O governo de São Paulo divulgou nota para anunciar que Laurence Casagrande Lourenço, principal alvo da Operação "Pedra no Caminho", deflagrada nesta q

“Rei dos fiscais” é preso preventivamente em São Paulo

O ex-auditor fiscal José Rodrigo de Freitas, conhecido como o "rei dos fiscais", foi preso hoje (21), de forma preventiva

Testemunha de Paulo Preto está entre presos de operação da PF

Testemunha de Paulo Preto está entre presos de operação da PF

A defesa de Paulo Preto convocou 11 testemunhas para a audiência de hoje na Justiça Federal de São Paulo.

PF cumpre 11 mandados na 52ª fase da Lava Jato

Deflagrada nas primeiras horas da manhã, a Operação Greenwich é a 52ª fase da Operação Lava Jato