Porto Velho (RO) sexta-feira, 29 de maio de 2020
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Presidente Laerte Gomes denuncia abuso nas operações da Lei Seca

Empresários procuraram o parlamentar para reclamar das ações que estariam prejudicando o setor de bares e restaurantes


Presidente Laerte Gomes denuncia abuso nas operações da Lei Seca - Gente de Opinião

Esta semana, o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB) saiu em defesa de empresários proprietários de bares e restaurantes de Rolim de Moura, que afirmam estarem sendo penalizados com bruscas quedas no faturamento por conta da forma ostensiva que a Polícia Militar vem atuando nas blitze da Lei Seca. 

Segundo Laerte Gomes, os empresários não são contra as blitze, porém, consideram abusivo e exagerado o modo coercitivo utilizado pelos policiais que dão suporte para os agentes do Detran, departamento titular das blitze. 

“É um absurdo! Uma cidade do tamanho de Rolim de Moura, que até pouco tempo não tinha tantas opções do segmento gastronômico e de lazer, agora ter seu faturamento afetado por conta de ações como essas que se utilizam da blitz da Lei Seca com o único objetivo de punir e encher ainda mais a conta bancária do Detran”, declarou o presidente. 

Para o parlamentar, o objetivo da Lei Seca é a conscientização e a diminuição dos acidentes de trânsito e não uma ferramenta de perseguição e enriquecimento. 

“Blitz não foi feita para ser fábrica de gerar dinheiro, blitz é fiscalização, educação no trânsito, blitz é para salvar vidas, e tanto o Detran como a Polícia Militar estão fazendo isso errado”, ressaltou o parlamentar. 

Segundo os relatos dos empresários de Rolim de Moura, as blitze, comandadas pelo major da PM Thiago Campos, têm sido frequentes e assustado os clientes que buscam o lazer aos finais de semana. 

“A Polícia chega a fechar as poucas vias de acesso para o Centro, onde está o polo gastronômico de Rolim de Moura, que, aliás, gera emprego, renda e movimenta o setor. As rondas de motos da Polícia, feitas, praticamente, na porta dos bares e restaurantes constrangem os clientes, que óbvio, preferem pedir a conta e ir embora. Isso está acontecendo constantemente, não há estabelecimento que resista. É uma ação que está inibindo o cidadão no seu direito de ir e vir livremente”, enfatizou Laerte Gomes.

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