Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Polícia

Polícia conclui diz que corpo de bebê foi incinerado por engano


Gente de Opinião

O delegado Jeremias Mendes (d) explica como as investigações foram conduzidas

A Polícia Civil de Rondônia anunciou ontem, entrevista coletiva, o desfecho do inquérito instaurado para esclarecer o desaparecimento do recém-nascido Nicolas Naitz Silva, que foi dado como desaparecido em maio deste ano, em Porto Velho. A criança, segundo certidão de óbito, morreu em consequência de infecção e asfixia ocorrida antes do parto, e o cadáver foi incinerado por engano.

Segundo o delegado o delegado Jeremias Mendes de Souza, da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DECCV), três pessoas foram indiciadas por algum tipo de responsabilidade no desaparecimento do recém-nascido. Ele explicou ainda que confrontou informações e realizou reconstituições antes de concluir o inquérito.

O diretor geral da Polícia Civil, delegado Pedro Mancebo, explicou que houve um erro no procedimento para descartar material hospitalar e pedaços de corpos, por isto, o cadáver de Nicolas acabou sendo levado para o incinerador.

Pelo que ficou apurado, Nicolas nasceu num hospital do município de Candeias do Jamary, mas, em decorrência de problemas detectados no parto, foi transferido para o Hospital Regina Pacis, em Porto Velho, onde morreu. O corpo foi levado para o Hospital de Base Ary Pinheiro, que possui geladeira, onde o cadáver seria mantido até serem cumpridas as medidas burocráticas e ser liberado para a família. Entretanto, foi recolhido por engano por funcionários da empresa Amazon Fort, que é responsável pela incineração de material hospitalar.

Falsidade

Gente de Opinião

As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), onde foram ouvidos médicos, enfermeiros, zeladores, seguranças, diretores de unidades médicas, além dos funcionários da incineradora Amazon Fort e a família da vítima.

No decorrer das investigações, testemunhas afirmaram que viram o corpo do recém-nascido na incineradora, mas que não foi permitida a retirada do cadáver, conforme norma da empresa.

Uma médica e uma enfermeira foram indiciadas por falsidade ideológica, pois informaram no atestado de óbito que a criança nasceu em uma ambulância. Segundo a Polícia Civil, a criança nasceu em um hospital do município de Candeias do Jamari.
 



Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Decom - Governo de Rondônia

Gente de OpiniãoSexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Polícia Militar apreende mais de 10 kg de drogas e prende dois suspeitos por tráfico em Porto Velho

Polícia Militar apreende mais de 10 kg de drogas e prende dois suspeitos por tráfico em Porto Velho

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de 10 quilos de entorpecentes e na prisão em flagrante de dois homens suspeitos de tráfico

Polícia Civil deflagra operação contra fabricação clandestina de bebidas e coação a servidores em Ji-Paraná

Polícia Civil deflagra operação contra fabricação clandestina de bebidas e coação a servidores em Ji-Paraná

A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Ji-Paraná, deflagrou operação para apurar a produção clandestina de bebidas e am

Três são presos por tráfico de drogas durante ação da Polícia Militar no bairro Aponiã, em Porto Velho

Três são presos por tráfico de drogas durante ação da Polícia Militar no bairro Aponiã, em Porto Velho

Três homens foram presos por tráfico de entorpecentes e associação ao tráfico durante uma ação da Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar rea

Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

Piloto preso por pedofilia pagava mães e avós para abusar de meninas

O piloto preso no Aeroporto de Congonhas nesta segunda-feira (9), suspeito da prática de pedofilia, é o líder de uma rede de exploração sexual de me

Gente de Opinião Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)