Terça-feira, 11 de março de 2014 - 14h02
Flávia Albuquerque
Agência Brasil
A Polícia Federal em São Paulo deflagrou hoje (11) a Operação Fundo Falso, na qual foram presas seis pessoas e cumpridos 14 mandados de busca e apreensão na capital paulista. Os presos são responsáveis por uma consultoria com sede em São Paulo, mas que atuava em todo o país, procurando gestores de fundos de previdência municipal para que o dinheiro dos servidores públicos fosse aplicado em investimentos que eram considerados temerários - títulos de baixa rentabilidade ou credibilidade no mercado e que no futuro não teriam condições de pagar a aposentadoria dos trabalhadores.
De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, Rodrigo Sanfurgo, os gestores municipais tinham ciência de que os fundos de investimentos eram temerários, mas eram convencidos pelos consultores a investir em troca da devolução de parte do dinheiro para esses gestores.
“Estamos falando de 107 fundos de pensão em nove estados do país. A consultoria indicava o fundo de investimento com rentabilidade extremamente desastrosa e quem ganhava com isso eram os gestores municipais e os consultores da empresa que pegavam de volta esse dinheiro aplicado. Havia um conluio porque fundo de pensão algum investiria em aplicações que todo o mercado sabe que não tem rentabilidade”, explicou.
Os seis presos serão acusados de fraude de licitação, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. “Essa consultoria não precisava de licitação para fazer o serviço de orientação dos investimentos, porque cobrava R$ 600,00 por mês e por ser um valor baixo os municípios dispensavam o processo licitatório”, explicou Sanfurgo.
A Polícia Federal não revelou o nome da empresa de consultoria e nomes dos seis presos, por questão de sigilo das investigações, que estão em andamento desde 2012. O material apreendido abrange computadores, documentos e discos com informações. A próxima etapa é investigar os gestores municipais, que na maioria são funcionários públicos.
“Agora vamos analisar a documentação para avaliar a participação dessas pessoas, e se de fato sabiam sobre os fundos. Ainda não identificamos todos os gestores e não sabemos exatamente qual o valor exato, mas acreditamos que os 107 fundos devem somar bilhões em dinheiro que seria da aposentadoria dos servidores públicos”, disse Sanfurgo.
Quarta-feira, 4 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
Polícia Civil detalha investigação sobre morte de adolescente em Porto Velho
A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apresentou os avanços das investigações que a

PM apreende 257 kg de maconha após troca de tiros na BR-429 em São Miguel do Guaporé
Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de aproximadamente 257 quilos de maconha, na noite deste domingo (1º), na BR-429, nas proximidades

Polícia Civil deflagra a Operação Xeque Mate
Na manhã desta segunda-feira (02), a Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado – DRACO 1, vincu

Investigação sobre a morte de adolescente em Porto Velho
A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida (DHPP), informa que acompanha o caso da adolescente vitimada
Quarta-feira, 4 de março de 2026 | Porto Velho (RO)