Porto Velho (RO) domingo, 24 de outubro de 2021
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PF - Operação Alcance de combate a drogas e lavagem de dinheiro pede a prisão do assessor do senador de Rondônia


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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1/9) a OPERAÇÃO ALCANCE, visando desarticular esquema criminoso de envio de carregamento de drogas de Rondônia para a cidade de Fortaleza/CE, assim como núcleo voltado à lavagem de capital proveniente do tráfico sediado em Porto Velho/RO.


Aproximadamente 200 policiais federais cumprem os 102 mandados judiciais, sendo 42 de prisão preventiva e 60 de busca e apreensão. Há ordem judicial de bloqueio de valores bancários, demandados pela Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho/RO. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em seis cidades diferentes, sendo Porto Velho/RO, Cacoal/RO, Guajará-Mirim/RO, Fortaleza/CE, Boa Vista/RR e Santa Luzia/MG.

A Superintendência da Polícia Federal em Rondônia pediu  a prisão de Marcelo Guimarães Cortez Leite por Tráfico de Drogas e condutas afins e foi deferida pelo juiz Luis Antônio Sanada Rocha, Juiz de Direito, que determinou o recolhimento de acusado ao presídio local.

Marcelo Guimarães Cortez Leite está lotado no gabinete do senador Marcos Rogério (DEM-RO) em cargo em comissão de como auxiliar parlamentar júnior.

As investigações foram iniciadas em agosto de 2020, com a finalidade de identificar a participação dos integrantes da organização criminosa (ORCRIM) sediada em Porto Velho e liderada por indivíduo foragido, condenado em 2015 a aproximadamente 40 anos de prisão por tráfico, associação e lavagem de dinheiro.

Durante as investigações, constatou-se que os integrantes do grupo criminoso atuavam em duas frentes: um núcleo responsável na remessa de droga em carretas para o Estado do Ceará e outro na ocultação do patrimônio. Após o cumprimento do mandado de prisão do líder da ORCRIM em novembro de 2020 quando usava documento falso, descobriu-se a magnitude das transações.

Sete remessas de drogas foram apreendidas totalizando cerca de uma tonelada de cocaína. O dinheiro da droga era recebido de forma dissimulada em contas bancárias de interpostas pessoas e empresas, sendo que estas recebiam aproximadamente 3% do valor movimentado. Além das inúmeras identificadas, em uma delas a ORCRIM chegou a receber R$1,5 milhão no interstício de 15 dias.

Há empresa com movimentação financeira de aproximadamente R$ 85 milhões em 2020 sem sequer possuir sede física. Parte do patrimônio estava sendo ocultado por meio de postos de gasolinas, empresas, garagem de veículos, sítios, jet-ski e imóveis de luxo.

Os presos, após serem ouvidos pela Polícia Federal, serão encaminhados para o sistema prisional, onde responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa, bem como lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

O nome da operação é atinente aos esforços despendidos para ALCANÇAR os integrantes e o líder da organização criminosa foragido da Justiça desde o ano de 2015.

Veja o mandato e a consulta de remuneração onde consta a lotação do assessor do senador

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