Sábado, 9 de abril de 2016 - 13h15
A perita odontóloga legal, Talita Lima de Castro Espicalsky, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec) de Rondônia integra desde de 2015, o Grupo de Trabalho Perus criado para estudar ossadas encontrada em uma vala clandestina no cemitério do Perus, em São Paulo.
A descoberta ocorrida em 1990, apontou que entre as 1.049 ossadas estariam os restos mortais de desaparecidos políticos da época do Regime Militar, indigentes e vítimas de grupos de extermínio.
Com objetivo de esclarecer tais fatos, foi criado, através de um convênio firmado entre a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo (SMDHC/SP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Grupo de Trabalho Perus.
Utilizando-se de técnicas e métodos de Antropologia Forense e de DNA Criminal, o grupo formado por antropólogos, arqueólogos e peritos oficiais de vários estados brasileiros, é responsável pela identificação das ossadas exumadas.
De acordo com a perita da Politec o trabalho é de extrema importância, pois fortalece o campo da antropologia e da genética forense e integra o esforço na busca por desaparecidos políticos no Brasil, através do uso da ciência, de forma imparcial e científica.
O Diretor Geral de Polícia Técnica, Girlei Veloso Marinho entende que a participação dos peritos oficiais de diversos estados, permite a troca de experiências entre os especialistas e o conhecimento adquirido pelos profissionais, poderá ser aplicado nas perícias realizadasnas instituições em que atuam nos seus estados, promovendo avanços e desenvolvimento das técnicas e metodologias.
Para o presidente do Sindicato dos Peritos Criminalístico de Rondônia (Sinpec-RO), Edilson Almeida de Souza,"a participação de uma perita criminal de Rondônia em um grupo de trabalho dessa magnitude, demonstra o quanto foi acertada a criação da Politecpelo governador Confúcio Moura.
Fonte: Ascom / Sindicato dos Peritos de RO
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