Quarta-feira, 21 de outubro de 2020 - 10h32

Na manha de hoje (21), a Polícia
Rodoviária Federal participou da Operação Arinna, deflagrada pelo Grupo de
Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público do
Estado de São Paulo, com o apoio da Receita Federal.
A operação teve por objetivo
desarticular organização criminosa atuante em fraudes e adulteração de
combustível, alteração de composto químico ARLA, além de realizar importações
irregulares do produto nafta, sonegando mais de 538 milhões de reais em
tributos federais.
Ao todo, cerca de 200 policiais são
empregados para cumprir dezesseis mandados de busca e apreensão e dois mandados
de prisão, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia,
Tocantins, Rondônia e Rio Grande do Sul.
A organização
criminosa, especializada na adulteração de combustíveis e do composto
químico ARLA 32, reagente utilizado para garantir maior eficiência na
redução dos poluentes nos motores a diesel (o óxido de nitrogênio). De acordo
com Código de Trânsito Brasileiro, a alteração deste composto
enseja infração grave, além de retenção do veículo para
regularização.
Ainda, de acordo com o Ministério
Público, durante a investigação do esquema criminoso, observou-se que o grupo
fabricava o ARLA32 utilizando-se, irregularmente, de ureia destinada à
fabricação de adubos e fertilizantes, isenta de tributos normalmente cobrados
da ureia automotiva, mais pura. Esta mistura, além de causar mais danos ao meio
ambiente pode danificar o motor do veículo.
Além dos flagrantes danos ambientais, a
utilização irregular do ARLA impôs prejuízos aos fabricantes regulares da
mistura, bem como aos donos de veículos de carga que utilizam o mesmo,
alimentando um círculo que prejudica toda a sociedade.
Também foi verificado que a organização
criminosa importa irregularmente nafta (produto incolor extraído do petróleo e
matéria-prima básica para a produção de plástico), sob a justificativa de
que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes. Porém, as
investigações indicaram que esse insumo era misturado à gasolina no
processo de adulteração.
Com o apoio da Receita Federal, as
investigações chegaram à conclusão de que o grupo de criminosos sonegava
tributos federais, no processo irregular de importação do nafta, e com as
multas aduaneiras, o prejuízo causado aos cofres públicos pela organização
criminosa, agora desarticulada, chegou a quase 538 milhões de reais.
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