Sábado, 21 de março de 2026 - 08h31

Foi deflagrada na
manhã deste sábado (21/3/) a Operação Regresso, fruto de uma ação integrada de
combate ao crime organizado no Estado de Rondônia, composta pelo Ministério
Público do Estado de Rondônia (MPRO), Secretaria de Estado de Segurança, Defesa
e Cidadania (Sesdec), Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Polícia Militar
do Estado de Rondônia (PMRO), Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO),
Polícia Penal do Estado de Rondônia (PPRO) e Polícia Federal (PF).
A ação conta com a
participação das equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco), da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado
(Fticco), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal
(Ficco), do 1º, 5º e 9º Batalhões de Polícia Militar, do Patrulhamento Tático
Móvel do 6º Batalhão de Polícia Militar (Patamo), do Centro de Inteligência da
PMRO (CI), da Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste e da Unidade de
Monitoramento Eletrônico do Sistema Prisional (Umesp), totalizando um efetivo
superior a 70 (setenta) policiais.
O objetivo principal da operação é cumprir 26 (vinte e seis) mandados de prisão
preventiva deferidos pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado
de Rondônia, nas cidades de Porto Velho Candeias do Jamari, Guajará-Mirim e
Ouro Preto do Oeste em Rondônia; Rio Branco no Acre e Catanduvas no Paraná.
As medidas visam à recaptura de réus processados em ação penal decorrente da
Operação Escudo de Rondônia, deflagrada no ano de 2025 em razão de uma série de
ataques criminosos perpetrados por facção criminosa em diversas cidades do
Estado de Rondônia, consistentes em atentados contra a vida de agentes
públicos, ofensivas nas práticas de crimes, depredações de prédios e
equipamentos públicos, além de ações incendiárias contra veículos públicos, de
transporte coletivo e até mesmo particulares.
Os réus recapturados na
manhã de hoje haviam obtido liberdade provisória mediante aplicação de medidas
cautelares alternativas, após o término dos interrogatórios dos principais
acusados, em especial os autores intelectuais dos ataques de janeiro de 2025. A
decisão do Juízo de primeira instância, entretanto, foi suspensa liminarmente
pelo Desembargador Relator de Medida Cautelar Inominada manejada pelo Gaeco do
Ministério Público de Rondônia.
A partir de agora, os réus deverão aguardar o julgamento de mérito da ação
penal recolhidos no sistema prisional.
Com mais essa ação célere, o MPRO reafirma seu compromisso com a defesa da
ordem jurídica e do regime democrático, bem como com a segurança e a paz
públicas no Estado de Rondônia.
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